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Após decisão judicial, índios liberam rodovia MT-170 e deixam de cobrar pedágio
Os índios da etnia Enawenê-nawê liberaram na noite desta quinta-feira (9) trecho da MT-170, sobre a ponte do Rio Juruena, entre os municípios de Juína e Brasnorte, a 737 km e 580 km de Cuiabá, respectivamente.
A liberação ocorreu por volta das 19h e atende a determinação da juíza federal Tânia Zucchi de Moraes, da Subseção da Justiça Federal em Juína, proferida na quarta-feira (8), com base em uma ação, com pedido de liminar, protocolado pela Associação Juinense de Ensino Superior do Vale do Juruena (Ajes).
Por nove dias, os indígenas bloquearam a rodovia e cobravam pedágio no valor de R$ 100 dos motoristas que trafegavam pelo local. Na manhã desta quinta-feira, houve uma reunião na sede da Justiça Federal de Juína com representantes da etnia Enawenê-nawê, o prefeito do município, Hermes Lourenço Bergamini, representante da Secretaria de Transporte e Pavimentação Urbana (Setpu), Wandemar Estevo Filho, e a juíza Federal Tânia Zucchi. Na ocasião, ficou acordado que a prefeitura municipal irá fornecer um maquinário e a Setpu será responsável pelo combustível, dois caminhões com os motoristas para a realização dos trabalhos na estrada que dá acesso à aldeia indígena.
Os Enawenê-nawê alegam que a estrada está precária e precisa de reparos. De acordo com o major da Polícia Militar de Juína, Anderson Luiz da Silva, os índios não resistiram em sair do local. “A retirada do indígenas ocorreu de forma pacífica, todas as barracas já foram desmontadas e o trânsito flui normalmente”.
O bloqueio teve início no dia 1º de outubro após o governo de Mato Grosso descumprir um acordo feito com a comunidade indígena para a construção de pontes e manutenção da estrada entre a aldeia Halaytakwa e a BR-174. Em uma carta de reivindicações, disseram que, primeiro, o governo havia prometido dar início às obras no dia 15 do mês passado e depois no último dia 1º. Nenhum dos prazos foi cumprido.
Bloqueio
Os motoristas de carros e caminhões que precisavam trafegar pelo local foram obrigados a pagar um pedágio no valor de R$ 100 para seguirem viagem. Já para os motociclistas, o valor do pedágio era de R$ 50. Os Enawenê-nawê alegam que o bloqueio ocorreu pelo não cumprimento dos prazos estabelecidos pela Setpu para o início das obras na estrada que dá acesso à aldeia Halataikwa.
Desde 1998, os indígenas pleiteiam a construção de uma estrada saindo da rodovia até a aldeia, a maior do território indígena, para ser usada no transporte até as cidades e no abastecimento das aldeias onde atualmente vivem cerca de 700 pessoas.
G1 MT
Cidades
“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).
O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.
A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).
ONDE FICA?
O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.
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