Reserva Ambiental
Créditos de carbono em reserva ambiental pública
No Brasil, os créditos de carbono e os serviços ambientais são decorrentes da redução de emissões ou remoção de gases de efeito estufa e da manutenção ou aumento do estoque de carbono florestal de reserva ambiental e de cultivares, como cana-de-açúcar, soja, entre outras, em áreas particulares.
Os projetos de crédito de carbono são certificados no Registro Brasileiro de Emissores (RBE), e, os valores negociados são determinados pelo mercado e variam conforme a oferta e a demanda.
No último dia 27 foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), a Medida Provisória 1.151/2022, inovou o mercado de créditos de carbono ao incluir as áreas de reserva ambiental do Poder Público.
E, avançou com a regulamentação da conservação e melhoria da biodiversidade, do solo e do clima e benefícios ecossistêmicos previstos na Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (Lei 14.119/2021).
A Medida Provisória elegeu o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como agente financeiro das operações dos recursos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC), e, pela habilitação dos agentes financeiros ou fintechs, públicos ou privados.
Determinou que o Governo Federal fará a gestão dos recursos e dos investimentos do FNMC, e, os investimentos na conservação e preservação das áreas de reserva ambiental do município, do estado e da união.
Antes os recursos eram repassados pelas instituições internacionais direto para as ONGs, sem nenhum controle, interesse ou planejamento estratégico de política pública ambiental do Governo brasileiro.
Agora, a Medida Provisória assegura ao Governo a gestão financeira e as diretrizes para fomentar o acesso ao patrimônio genético ou conhecimento tradicional associado para fins de conservação, pesquisa, desenvolvimento e bioprospecção, na restauração e reflorestamento de áreas degradadas, nas atividades de manejo voltadas a conservação da vegetação nativa ou ao desmatamento, no turismo e visitação na área outorgada, e, em produtos obtidos da biodiversidade local, através dos recursos obtidos pelos contratos dos créditos de carbono das áreas públicas.
Somos a maior área ambiental do mundo. Temos 66,3% da área do território nacional preservada, em diversos biomas, sendo 25,6% preservados pelos Produtores Rurais, 10,4% em unidade conservação integral, 13,8% em áreas indígenas, e, 16,5% de vegetação nativa em terras da União, totalizando 564 milhões de hectares, em nível de comparação, corresponde a 43 países e 5 territórios da Europa, segundo os dados da EMBRAPA, da NASA e do Serviço Geológico dos EUA.
A Medida Provisória muda completamente o jogo.
Transforma o enorme passivo ambiental brasileiro em ativo financeiro, regulamenta o mercado de créditos de carbono, gera segurança aos Investidores, fortalece a política a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais, e, agrega valor a propriedade rural.
O desafio agora é o Congresso Nacional aprovar a MP 1.151/2022 até o dia 19 de março de 2023, caso contrário, perde a sua validade em 2 de abril de 2023.
Isan Oliveira de Rezende
Produtor Rural, Advogado, Engenheiro Agrônomo, Presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (FEAGRO MT), Presidente do Instituto do Agronegócio, Coordenador da Agricultura Familiar e Agronegócio na Associação de Bancos (ASBAN), e, membro da Câmara Especializada de Agronomia no CREA/MT.
Fonte: Ambiental
Brasil
Flávio Bolsonaro usa pronome neutro ao pedir apoio e provoca reação entre aliados

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, gerou repercussão nas redes sociais ao utilizar linguagem neutra em uma publicação pedindo união para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro.
No X (antigo Twitter), Flávio escreveu: “Tá todo mundo querendo vencer a discussão. Mas o que precisamos é ganhar a eleição! Gostaria de contar com todas, todos, todes, todys e todxs!”.
A manifestação ocorreu em meio a debates públicos dentro do próprio campo conservador.
Racha no entorno da pré-campanha
Nos últimos dias, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carlos Bolsonaro (PL) fizeram cobranças públicas a aliados por maior ênfase no apoio à pré-candidatura de Flávio. Eduardo chegou a criticar o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), cobrando mais comprometimento.
A publicação do senador foi interpretada nos bastidores como um apelo por menos disputas internas e mais foco na eleição.

Reações da base conservadora
Parte dos apoiadores reagiu de forma crítica ao uso de termos associados à linguagem neutra, pauta historicamente rejeitada por setores conservadores. Alguns usuários afirmaram que deixariam de apoiá-lo; outros ironizaram a situação ou questionaram o posicionamento ideológico do senador.
Também circularam memes e montagens em resposta à postagem.
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