Brasil
Após destruição por tornado no Paraná, Prefeitura de Rio Bonito do Iguaçu pede doações; saiba como ajudar
Município foi o mais atingido por fenômeno e, segundo a Defesa Civil, teve 90% destruído. População pode contribuir através de campanha com qualquer quantia via PIX e transferência bancária
A Prefeitura do Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, iniciou uma campanha de arrecadação de verba por meio de doações. O município foi o mais atingido por um tornado que passou pelo estado na última sexta-feira (7). Cinco pessoas morreram na cidade, dezenas ficaram feridas e 90% da região foi destruída, segundo a Defesa Civil.
A prefeitura divulgou em seus canais oficiais, como site e perfil nas redes sociais, a campanha que teve início ainda na noite de sábado. A população pode contribuir com qualquer quantia via PIX (pela chave CNPJ 95.587.770/0001-99) e depósito bancário (Banco do Brasil: agência 4133-5 e conta corrente 111000-4).
“Um tornado passou, mas a nossa esperança continua firme! Famílias perderam suas casas, suas roupas, seus sonhos… Agora, mais do que nunca, Rio Bonito do Iguaçu precisa da sua solidariedade”, diz trecho da publicação compartilhada no perfil da prefeitura no Instagram.
O tornado que atingiu o interior do Paraná desde a noite de sexta-feira deixou mais de mil pessoas desalojadas ou desabrigadas no município de Rio Bonito do Iguaçu, segundo levantamento divulgado pela Defesa Civil estadual na tarde deste sábado. O Corpo de Bombeiros comunicou o encerramento das buscas na área urbana, no fim da tarde, após a identificação de seis mortos. Segundo a gestão estadual, não há mais nenhuma notificação de desaparecidos.
O governo do Paraná informou que prepara abrigos emergenciais, em parceria com municípios no entorno de Rio Bonito do Iguaçu, para as famílias afetadas. Em nota oficial deste domingo, o governo informou que 784 pessoas ficaram feridas, ao menos mil ficaram desalojadas e 14,6 mil pessoas foram afetadas diretamente.
Por conta dos impactos do tornado, os bombeiros ainda trabalham para restabelecer água e luz em áreas atingidas, além de coordenar a distribuição de alimentos e mantimentos à população.
Houve registro de seis mortos, sendo cinco em Rio Bonito do Iguaçu e um em Guarapuava. De acordo com registros disponíveis, este foi o tornado mais letal no estado em um intervalo de três décadas.
Onde mais ajudar
Outros órgãos e instituições também iniciaram campanhas para ajudar à população de Rio Bonito do Iguaçu. Confira alguma delas:
- Polícia Rodoviária Federal (PRF): Ação emergencial recebe água potável, alimentos não perecíveis, roupas e calçados em boas condições em todas as unidades da PRF no estado do Paraná.
- Programa de Voluntariado Paranaense (Provopar): Em Curitiba, a sede estadual está recebendo alimento não perecíveis, roupas e materiais de limpeza. O espaço fica na Rua Hermes Fontes, 315, no bairro Batel, e recebe os itens neste domingo, das 10h às 16h, e de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.
- Ordem dos Advogados do Brasil, através da Seção Paraná (OAB-PR): doações através da chave PIX 766889360001-19.
- Ginásio dos Bancários: Em Laranjeiras do Sul, podem ser entregues doações. O espaço fica na Avenida Santos Dumont, 4.597.
- Defesa Civil: Solicita a colaboração de voluntários, que devem se apresentar diretamente no local, para auxiliar nos trabalhos de logística, triagem e separação dos materiais.
Destruição em Rio Bonito do Iguaçu (PR)
Brasil
Brasileiro trabalhou 150 dias em 2026 apenas para pagar tributos, aponta estudo do IBPT

Carga tributária efetiva sobre renda, consumo e patrimônio dos brasileiros chegou a 41,1% em 2026, conforme levantamento
Os brasileiros precisaram trabalhar até o dia 30 de maio de 2026 apenas para pagar impostos, taxas e contribuições cobrados pelos governos federal, estaduais e municipais. É o que revela um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Pelo estudo, a carga tributária efetiva sobre a renda, o consumo e o patrimônio da população neste ano está em 41,10%.
Na prática, o percentual representa 150 dias do calendário dedicados exclusivamente ao pagamento de tributos. O resultado mantém o Brasil em um dos mais altos patamares de carga tributária das últimas décadas, conforme os dados do IBPT.
Os dados mostram que a tributação sobre os brasileiros cresceu de forma gradual desde o início dos anos 2000. Em 2003, a carga tributária efetiva era de 36,98%. Em 2007, passou para 40,01% e, desde então, permaneceu próxima ou acima da faixa dos 40%, atingindo 40,80% em 2021, 2022 e 2025.
Em nota, o Instituto destaca que o presidente-executivo do IBPT e um dos autores do estudo, João Eloi Olenike, avalia que o cenário é preocupante já que a elevada arrecadação não tem sido acompanhada pela percepção de melhorias nos serviços públicos.
“Apesar da alta arrecadação, a população ainda não percebe um retorno proporcional em serviços públicos de qualidade”, salienta Olenike.
O estudo mostra, ainda, que a quantidade de dias trabalhados para pagar tributos praticamente dobrou nas últimas décadas. Em 1986, eram necessários 82 dias de trabalho para quitar a carga tributária. Em 1988, o número caiu para 73 dias, em contrapartida voltou a crescer e alcançou 130 dias em 2001. Segundo os dados, nos últimos 20 anos, os dias de trabalho para custear impostos permaneceram entre 140 e 150 dias.
Segundo o IBPT, hoje o brasileiro trabalha quase o dobro do que trabalhava na década de 1970 para cumprir suas obrigações tributárias.
Para chegar aos resultados por meio da análise comparativa, o estudo foi utilizado, para fins tributários, a faixa mensal de rendimento de até R$ 3.000,00 (classe baixa), de R$ 3.000,00 a R$ 10.000,00 (classe média) e acima de R$ 10.000,00 (classe alta).
Aumentos de impostos influenciaram resultado
A base de cálculo do levantamento abarca o período entre maio de 2025 e abril de 2026. O estudo inclui tributos federais, estaduais e municipais, como IRPF, INSS, ICMS, IPI, ISS, IPVA, IPTU, taxas diversas e contribuições.
Entre os fatores que contribuíram para a manutenção da elevada carga tributária, o Instituto destaca mudanças como aumentos das alíquotas do ICMS em estados como Maranhão, Rio Grande do Norte e Piauí, além da ampliação da cobrança do ICMS sobre importações realizadas por meio do Programa Remessa Conforme, da Receita Federal.
O estudo também cita os efeitos da chamada “taxa das blusinhas”, que manteve a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50.
Outro destaque entre os principais aumentos de tributação no período do estudo foi o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que impactou as operações de crédito empresarial, câmbio, previdência privada e seguros.
Também pesaram no cálculo a ampliação da tributação sobre apostas esportivas e jogos online, o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para fintechs e instituições financeiras, a elevação da alíquota do Imposto de Renda sobre Juros sobre Capital Próprio (JCP) e o aumento do Imposto de Importação para alguns produtos de tecnologia.
IBPT
Fundado em 1992, o IBPT é uma entidade especializada em estudos sobre o sistema tributário brasileiro e atua na produção de pesquisas relacionadas à arrecadação e transparência fiscal.
-
Cidades2 dias atrásSanta Rita do Trivelato recebe empresa interessada em estudos sobre potencial de petróleo e gás natural
-
É Direito2 dias atrásJustiça determina reintegração de posse de área de 3,3 mil hectares em Santa Rita do Trivelato
-
Fatalidade2 dias atrásMorador de Sinop morre na guerra Rússia/Ucrânia; “Sinop também derruba drone, derrubei hoje, Lisboa”
-
Acidente2 dias atrásFerrari e Tesla batem durante corrida que aconteceu no Parque Novo Mato Grosso; VÍDEO
-
Justiça2 dias atrásTRE-MT reúne partidos, federações e advogados para debater propaganda, inteligência artificial e regras do processo eleitoral
-
Saúde2 dias atrásDoar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo
-
É Direito2 dias atrásSaga Pantanal é condenada a pagar R$ 10 mil após Fiat Toro dar defeito com uma semana de uso
-
Cidades2 dias atrás“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador












