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Sojicultores começam plantio em Mato Grosso mas a grande maioria espera chuvas

Os sojicultores começaram o plantio e o ritmo encontra-se abaixo da média dos últimos cinco anos principalmente por falta de chuvas. Até o momento, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária prevê que 27,22 mil hectares, ou 0,28% da área total estimada para a safra 2019/20, estão semeados, visto que grande parte dessas áreas é composta por lavouras irrigadas. Na safra 18/19, este número já era de 79,58 mil hectares, ou 0,83% da área. O comparativo foi divulgado, esta tarde, no boletim semanal do IMEA.

“Entretanto, vale ressaltar que as condições climáticas eram favoráveis ao avanço da semeadura. Já no momento atual, grande parte dos produtores está aguardando melhores condições para iniciar os trabalhos de campo, na medida que os atrasos nas precipitações podem dificultar a germinação e o desenvolvimento da oleaginosa, restando ao produtor ter cautela, visto que esta é uma das safras com os maiores custos da história”. Na semana passada, foram divulgados novos dados de custo de produção referente ao mês de agosto indicando que o produtor vai gastar mais para plantar. O custo variável mensal é de R$ 3.144,41/ha, elevação de 2,51% ante o mês anterior.

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Ainda de acordo com o IMEA, “o start da semeadura para a safra 19/20 se deu após o encerramento do vazio sanitário, e com isso o produtor está ansioso pelas primeiras precipitações expressivas para colocar as máquinas no campo. Entretanto, considerando que o recomendável de chuvas para que o solo tenha uma reserva razoável de umidade para germinação das sementes é de 80 a 100 mm –segundo a Embrapa Cerrado –,as previsões climáticas do NOAA mostram acumulados de chuvas não satisfatórios no estado para os próximos sete dias.

De forma semelhante, as chuvas previstas para os próximos quinze dias estão abaixo da série histórica para o mesmo período, mostrando volumes menores que a média nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Sul.Assim, as projeções climáticas indicam que volumes pluviométricos suficientes só voltem a ocorrer no mês de outubro, ressaltando a importância do produtor estar atento ao momento certo de colocar as sementes no chão”.

Só Notícias

 

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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