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Sindicato Rural Juara fala sobre reabertura da planta da JBS em Juara até restauração de Diamantino

A Rádio Tucunaré anunciou com exclusividade a reabertura do frigorífico JBS, planta de Juara, na tarde do dia 11 de Junho. A notícia repercutiu positivamente em todo o Estado, mas entre os moradores e produtores locais foi ainda maior, porque reconhecem a importância desse trabalho retornar no município detentor de enorme rebanho bovino e oferecendo cerca de 700 vagas de emprego em diversos setores.

O motivo é quanto ao incêndio ocorrido na planta de Diamantino na noite do dia 10.

Ouvintes da Rádio Tucunaré, perguntam se de fato a planta vai se manter aberta, mesmo após a reforma de restauração do frigorífico planta de Diamantino, que sofreu um incêndio de grandes proporções na noite do dia 10. Essa resposta ainda não foi divulgada.

Em entrevista exclusiva à Rádio Tucunaré, na manhã desse dia 12, o Presidente do Sindicato Rural de Juara Jorge Mariano, expressou a sua alegria com a notícia da reabertura da planta frigorífica em Juara. Ele ainda não sabia de forma oficial e foi informado através da Rádio Tucunaré. “Ontem fomos surpreendidos com duas notícias, uma muito ruim e uma boa. A ruim foi o incêndio da planta frigorífica de Diamantino. Sabemos a importância daquela planta frigorífica, sendo ela, a maior planta frigorífica da América Latina, que abate gado de toda a região do centro-oeste. Ela está num ponto estratégico. Ela seria habilitada para exportação para a China. Por outro lado, a boa notícia foi essa da reabertura da planta de Juara, que transcorreu ontem. Queremos que essa planta de Juara aconteça e continue, mesmo após resolver o problema da planta de Diamantino e não aconteça de fechar novamente, pois essa planta de Juara é importante para todos nós”, disse.

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O presidente Sindical revela ainda, que a planta frigorífica de Juara era vista com respeito e bons olhos, porque atuava de forma correta.

Jorge Mariano comentou que comentou com outros produtores e notou otimismo dos produtores com quem conversou na noite do dia 11. O temor é que ela volte a fechar e a torcida é para que isso não aconteça, visto que vai mobilizar a contratação de mais de 700 pessoas.

Na tarde desse dia 12, o Prefeito Carlos Sirena juntamente com a Secretária de Assistência Social Cristina Mota e responsável pelo setor Sine Vanilza Oliveira, farão o anuncio através de entrevista na Rádio Tucunaré, para detalhes acerca da entrega de currículos por parte dos interessados em trabalhar na planta.

Ao encerrar Jorge Mariano comentou, que a lavoura chegou, mas Juara continua sendo um expoente no cenário pecuário, com mais de um milhão de cabeças de gado e “precisamos ter uma boa logística na questão do abate”, disse.

Essa planta de Juara é a mais preparada da região norte, com uma sala de abate muito grande onde o abate do gado no frigorífico de Juína era feita a desossa na planta de Juara, informou o pecuarista.

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Muitos equipamentos foram retirados da planta de Juara e levados para outras locais e ele entende, que será necessário trazer novamente, para poder funcionar da forma correta e por ser uma das melhores plantas do JBS, ele acredita que voltará a funcionar de forma rápida.

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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