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Sorriso: Produtores reivindicam mais atenção à logística ao futuro prefeito

Às vésperas das eleições municipais no próximo dia 6 de outubroagricultores de Sorriso cobram melhorias logísticas nas estradas vicinais, consideradas precárias e que colocam em risco a vida de motoristas e o escoamento da produção que sai das fazendas. Maior produtor individual de soja e milho do mundo, o município é o que mais contribui com a arrecadação do Fethab.

O município, localizado no médio-norte de Mato Grosso, é constituído em sua maioria por migrantes da região sul do país. Ele se destaca como “Capital Nacional do Agronegócio” e é responsável por cerca de 17% da produção da oleaginosa no estado e ocupa a liderança nacional na produção de milho segunda safra.

O consultor agronômico Helton Vitali pontua que quando se pensa nas duas safras, junto com a tecnologia, as enxergam “casadas”.

“A gente tem o planejamento de todo o operacional das duas safras, então tem que estar tudo planejado como a maioria dos nossos clientes na região. Nos preparamos para plantar bem a primeira, colher bem e fazer uma segunda safra maravilhosa”, comenta ao Canal Rural Mato Grosso.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Tecnologia aliada do produtor

Os potenciais de Sorriso são diversos. O município é o terceiro colocado no ranking das maiores economias agrícolas do país, tendo no agronegócio a sua principal fonte de renda.

O município, inclusive, está pronto para iniciar uma nova temporada de safras com boas perspectivas de produtividade. A programação, após a colheita da soja, é ocupar a mesma área com milho na segunda safra. Transição que demanda agilidade no processo para garantir uma janela considerada ideal para o cereal. E, para isso, os agricultores têm um forte aliado no parque de maquinários modernos, equipados com alta tecnologia.

“É o que fez alavancar os grandes plantios de lavoura, porque facilita. As máquinas fazem tudo sozinhas. O patrão sabe o que está acontecendo, o agrônomo sabe o que está acontecendo, então tem que ser programadinho”, frisa o agricultor Irineu Marcolin.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Produção em alta, logística precária

Se da porteira para dentro o alto investimento em tecnologia de ponta garante agilidade e mais eficiência no cultivo da safra ao produtor, do lado de fora o escoamento da produção ainda patina pela falta de logística, causando prejuízos e um desequilíbrio negativo em relação à rentabilidade da propriedade.

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Conforme Irineu Marcolin, há 40 dias atrás os produtores tiveram que se reunir para arrumar uma estrada, pois as condições da mesma estavam precárias. Além disso, uma colheitadeira chegou a cair dentro de um rio pelas péssimas condições de um bueiro.

Fonte: JKNoticias

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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