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Sindicato Rural de Brumadinho (MG) prevê danos a cultivo de hortaliças após rompimento de barragem da Vale

O presidente do Sindicato Rural de Brumadinho (MG), Antônio Aloísio, afirma que o rompimento da barragem da mineradora Vale, ocorrido hoje (28) no município, deve afetar pequenos produtores de hortaliças da região. Em avaliação preliminar ao Estadão, ele conta que poucas propriedades se situam nas proximidades da barragem.

São lavouras de até 90 hectares cultivadas com verduras para abastecer o comércio em Belo Horizonte (MG). “Por enquanto, o prejuízo tende a ser limitado porque as fazendas maiores ficam em áreas mais distantes. É algo muito menor em relação ao que vivemos em Mariana (MG)”, compara, citando o rompimento da barragem da Samarco, em novembro de 2015.

Aloísio tem produção agrícola e pecuária leiteira em uma propriedade de 500 a 600 hectares em Brumadinho. Uma parte menor de sua área é alugada para um vizinho que cultiva hortaliças. “Na região do município em que estou, ainda não há risco nenhum de descer os dejetos da mineradora”, comenta.

O incidente de hoje ocorreu no Córrego do Feijão, perto da rodovia MG-040, e a Prefeitura da cidade pediu para a população manter distância do leito do Rio Paraopeba. Em relação à piscicultura, Aloísio diz que a prática é pouco significativa na região.

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Mariana – O caso da barragem da Samarco, citado por Aloísio, gerou prejuízo de aproximadamente R$ 23,2 milhões aos produtores rurais dos municípios de Barra Longa, Mariana, Ponte Nova e Rio Doce, conforme levantamento da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) realizado entre novembro de 2015 e janeiro de 2016, que compreendeu 95% das áreas afetadas.

De acordo com a análise, 195 propriedades rurais foram atingidas. A maior parte do dano foi em pastagem, capineiras, plantações de cana-de-açúcar, grãos e horticultura. O valor estimado para estas áreas é de R$ 15,6 milhões em 1.270,5 hectares de terras. Em seguida, estão as perdas com 216 construções afetadas (R$ 5,2 milhões), 161 quilômetros de cercas (R$ 977 mil), 293 máquinas e equipamentos (R$ 760 mil) e 1.596 animais perdidos (R$ 651 mil), principalmente aves.

Portal Agronotícias

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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