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Paulo Aguiar assume presidência da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão

Paulo Sérgio Aguiar assumiu a presidência da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa). A solenidade de posse aconteceu ontem, em Cuiabá, com a presença de representantes do Poder Público e de demais entidades que atuam em prol do desenvolvimento do setor agropecuário no Estado.

“Temos que comemorar o sucesso da entidade. Vivemos uma escalada de produção e de aumento de área da cotonicultura em Mato Grosso. Minha visão é tentar manter o setor ao nível que estamos e, se possível, ampliá-lo. Mas temos muitos desafios. O maior, no momento, é o mercado, mas ainda há problemas burocráticos e fiscais que precisam ser enfrentados. Vamos fazer o dever de casa, olhar para dentro da porteira e ajustar os custos para poder evoluir ainda mais”, declarou o novo gestor da Ampa, cujo exercício se dará pelo triênio 2020-2022.

Em seu discurso de posse, o novo presidente agradeceu o empenho devotado pelos gestores anteriores, além de sua dedicação e desprendimento ao conduzirem a entidade. Também lembrou das autoridades que apoiaram o cultivo do algodão no Estado com a criação do Programa de Incentivo ao Algodão de Mato Grosso (Proalmat). “Se não fossem essas autoridades, parceiros, pessoas, talvez não teríamos chegado até aqui”. Mato Grosso planta mais de 1 milhão de hectares de algodão, cujo resultado é uma produção de quase 2 milhões de toneladas de pluma.

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Outra meta da nova equipe gestora da Ampa é dar sequência às atividades de responsabilidade social. Seguirem os investimentos em projetos como as doações para o enxoval necessário aos leitos do Hospital de Câncer de Mato Grosso, o projeto Japuíra, que forma costureiros em comunidades carentes do Estado para geração de renda, os aportes a iniciativas culturais de crianças e jovens músicos, entre outros.

Paulo Aguiar recebeu a associação das mãos do produtor Alexandre Schenkel, do município de Campo Verde. Presidente da entidade desde 2017, ele comemorou o momento que a cotonicultura mato-grossense vive no cenário mundial, tendo em vista o boom de exportação registrado no mês de outubro, quando mais de 273 mil toneladas da pluma brasileira seguiram para o mercado exterior, com Mato Grosso correspondendo a 60% desse total.

“Os dois últimos anos, do mercado internacional, favoreceram a evolução da cultura. Mas nós não teríamos este crescimento, sem os bons trabalhos que ocorreram no passado. Abrir mercados e promover a exportação facilitaram o caminho. Isso é mérito do produtor, do colaborador e da pesquisa. O algodão é uma grande família reunida em prol da eficiência”, avaliou Alexandre Schenkel.

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Também foram empossados todos os demais 11 membros da diretoria da Ampa, assim como os 6s conselheiros fiscais da entidade, entre titulares e suplentes.

Prestigiaram a solenidade de posse o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT), o líder da bancada federal do Estado no Congresso, o deputado Neri Geller (PP), os deputados estaduais Janaina Riva (MDB), Xuxu Dalmolin (PSC) e Paulo Araújo (PP), além de presidentes de entidades nacionais e estaduais do agronegócio.

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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