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Exportações de carne suína crescem 8% em maio

As exportações de carne suína in natura cresceram 8% em relação a abril. Foram enviadas ao mercado externo 58,1 mil toneladas ante 51 mil em abril. Na comparação com maio de 2018 o crescimento chega a 35%. Os dados são da Secretaria de Economia, Comércio Exterior e Serviços.

Com 22 dia úteis a média diária registrada para o mês de maio foi de 2,6 mil toneladas, crescimento de 8,6% em comparação a média de abril que ficou em 2,4 mil toneladas por dia. Na comparação com 2018, o crescimento foi maior chegando a 35,3%, naquele período a média registrada foi de 2 mil toneladas.

Os valores pagos também cresceram em maio. No total as exportações de carne suína somaram US$ 131,6 milhões ante a US$ 110,00 em abril e US$ 83 milhões em maio de 2018. O preço pago por tonelada teve valorização de 4,8%, passando de US$ 2162,20 em abril para US$ 2265,30 neste mês de maio. Já na comparação com o maio de 2018 a valorização foi de quase 12%, já que naquele período eram pagos US$ 2025,21 por tonelada embarcada.

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Resultados gerais da balança comercial

No mês, a exportação alcançou cifra de US$ 21,394 bilhões. Em relação a maio de 2018, as exportações registraram crescimento de 5,6%, e em relação a abril de 2019, aumento de 3,7%, pela média diária.

As importações totalizaram US$ 14,972 bilhões. Sobre igual período do ano anterior, as importações apresentaram crescimento de 7,8%, e de 4,9% sobre abril de 2019, pela média diária.

No período, a corrente de comércio alcançou valor de US$ 36,366 bilhões. Sobre igual período do ano anterior registrou-se aumento de 6,5%, pela média diária.

O saldo comercial do mês apresentou superávit de US$ 6,422 bilhões, valor 0,9% superior, pela média diária, ao alcançado em igual período de 2018, US$ 6,073 bilhões.

Agrolink

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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