Agro Notícias
Inpasa anuncia nova biorrefinaria de etanol em Rondonópolis (MT) e ampliação em Nova Mutum

A Inpasa, maior biorrefinaria de etanol de grãos da América Latina, anunciou um novo ciclo de investimentos no Mato Grosso, que totaliza R$ 3,48 bilhões. O pacote envolve a construção de uma nova unidade em Rondonópolis e a ampliação da biorrefinaria de Nova Mutum, reforçando a presença da companhia em um dos principais polos agroenergéticos do país.
Localizada no sudeste mato-grossense, a nova unidade será a 10ª planta da Inpasa e a terceira no estado. O investimento previsto é de R$ 2,77 bilhões, com expectativa de geração de até 2.500 empregos diretos e indiretos durante a fase de construção e 400 postos de trabalho permanentes na operação. A inauguração está programada para o primeiro trimestre de 2027.
A biorrefinaria de Rondonópolis terá capacidade anual para processar 2 milhões de toneladas de grãos, com produção estimada de 1 bilhão de litros de etanol, 490 mil toneladas de DDGS, 47 mil toneladas de óleo vegetal e 345 mil GWh de energia elétrica.
Em Nova Mutum, a Inpasa prevê um investimento adicional de R$ 704 milhões para ampliar a capacidade anual em 1 milhão de toneladas de grãos, alcançando um total de 3 milhões de toneladas. A expansão permitirá uma produção adicional de 350 milhões de litros de etanol, elevando o volume total para 1,4 bilhão de litros, além de 183 mil toneladas de DDGS. A obra deve gerar cerca de 800 empregos e tem conclusão prevista para o final de 2026.
Segundo o presidente da Inpasa, Éder Odvar Lopes, a companhia avança em um dos maiores ciclos de expansão de sua história. “Estamos avançando em um dos maiores ciclos de expansão da história da Inpasa. A nova unidade em Rondonópolis e a expansão em Nova Mutum fortalecem nossa estratégia de integrar agricultura, energia e indústria, ampliando a oferta de biocombustíveis e coprodutos de alto valor agregado. Este anúncio marca mais um passo decisivo na consolidação da companhia como a maior biorrefinaria de etanol de grãos da América Latina”, afirma.
Fundada em 2006, a Inpasa iniciou suas operações no Paraguai e atualmente conta com sete unidades em operação no Paraguai e no Brasil, nos estados de Mato Grosso (Sinop e Nova Mutum), Mato Grosso do Sul (Dourados e Sidrolândia) e Maranhão (Balsas). A companhia também possui duas plantas em construção: Luís Eduardo Magalhães (BA), com previsão de inauguração no primeiro trimestre de 2026, e Rio Verde (GO), anunciada em outubro deste ano, com investimento de R$ 2,5 bilhões e previsão de início das operações no primeiro trimestre de 2027.
Com a implantação da unidade em Rondonópolis, a Inpasa amplia sua presença nacional e reforça o compromisso com a produção sustentável de energia e com a segurança alimentar global.
A companhia opera com aproveitamento integral da matéria-prima, transformando grãos em produtos de alto valor agregado destinados ao mercado interno e à exportação para cinco continentes, incluindo etanol, DDGS, óleos vegetais, bioeletricidade e biogás, fortalecendo sua atuação na bioeconomia e na transição energética.
Agro Notícias
Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.
Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.
Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.
A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.
Mercado externo preocupa
Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.
As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.
Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.
Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.
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