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Com apoio do Senar, produtores de café de Minas agregam valor ao produto


Brasília (11/04/2022) As capacitações do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) já ajudaram milhares de produtores e trabalhadores do campo a administrarem melhor os seus negócios e a mudarem de vida.

Com o casal de produtores de café de Minas Gerais, Paula e Pedro Dias, não foi diferente. A cafeicultura na Estância Sítio Capinzal, em Santa Rita do Sapucaí, começou com o pai de Pedro. Hoje, ele toma conta do negócio junto com a esposa Paula.

Mas para melhorar o trabalho no campo, eles precisaram de ajuda. Com as capacitações do Senar, foi possível aprimorar o manejo da lavoura, a aplicação de insumos, o controle de pragas e as técnicas de torra e beneficiamento do grão.

“Quando eu comecei a colocar o café no mercado, percebi que as pessoas perguntavam sobre torra e moagem e eu não conhecia muito esses detalhes, então falei para o Pedro que a gente precisava entender um pouco mais e buscar capacitação. E aí foi um curso atrás do outro”, disse Paula.

Em 2014, surgiu a marca autoral de cafés especiais, Grandpa Joel’s Coffee, comercializados em grãos crus, torrados, moídos e em cápsulas, onde todo o processo de fabricação é realizado de maneira artesanal. E com a própria marca, veio a cafeteria, oferecendo uma grande variedade de cafés.

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“É uma operação da semente à xícara. O pós-colheita é onde a gente se dedica ao máximo, porque no pé todo café é especial, bonito e delicioso. Então a gente trabalha muito o pós-colheita, como a parte de terreiro suspenso, as técnicas internacionais de seca e as fermentações de café”, explicou Pedro Dias.

O acompanhamento da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar Minas também foi decisiva para a marca dos cafeicultores. Para Pedro, o atendimento foi fundamental para a gestão do negócio. 

“A ATeG nos ensinou toda a parte técnica e de sanidade da lavoura, o que melhorou muito a produtividade da fazenda e a qualidade dos cafés. A gente passou de um café comum para especial”.

O trabalho, que começou com os cursos e incorporou a Assistência Técnica e Gerencial, também mostrou que além do café líquido, era possível ampliar a oferta de produtos, como doces, cerveja, licor e geleias.

“Existe o Grandpa Joel’s Coffee antes e depois. Quando o Senar Minas entrou na nossa vida, ele abriu um leque de opções, porque a gente percebeu que podia agregar valor ao nosso produto e não vender apenas o café, mas produtos feitos com café ou que harmonizam”, destacou a produtora Paula.

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Para o cafeicultor Pedro, o suporte do Senar foi fundamental para a consolidação do negócio e a permanência na propriedade. “Eu não conseguiria ser um cara da cidade gerindo uma fazenda se não fosse o Senar. Ele me ensinou a ser um homem do campo”.

Assista a reportagem completa no programa Nosso Agro:

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Fonte: CNA Brasil

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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