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Curso do SENAR-SP ensina como evitar e combater pequenos incêndios

Em 2021, até agosto foram registados 2.277 focos de incêndio em todo o Estado de São Paulo, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). É o segundo maior número desde o início da série histórica, em 1998. Uma das medidas mais eficazes para reduzir esses incidentes é oferecer treinamento a produtores, trabalhadores e demais pessoas que atuam no campo. Para isso, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR-SP) oferece o curso “Prevenção e Combate a Incêndio – Noções Básicas”.

Instrutor do curso há 13 anos, formado em Engenharia Ambiental e de Segurança do Trabalho, Ricardo Fenólio atua na região do Sindicato Rural de São João da Boa Vista, ministrando aulas em 15 municípios. Ele explica que o curso de Prevenção e Combate a Incêndios tem turmas que variam entre 11 e 21 pessoas. São, em maioria, trabalhadores e produtores rurais.

Instrutor do mesmo curso pelo Sindicato Rural de Paraguaçu Paulista, Anderson Henri Lopes é bacharel em Arquitetura, Tecnólogo em Design de Interiores e Técnico de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública. Na atividade desde 2006, ele calcula que já ministrou mais de três mil cursos na área.

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Ele explica que o curso tem carga horária de 16 horas, sendo aplicado em dois dias, um para a aula teórica e outro para a prática. É oferecido pelo SENAR-SP, o aluno tem a oportunidade de aprender um pouco sobre quais os elementos necessários para surgimento de um fogo, de que forma ocorre sua propagação no campo, os tipos de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) necessários. Além disso, os participantes estudam um pouco sobre os riscos mais comuns de acidentes que uma pessoa pode estar exposta no combate a incêndio, e ainda, uma base sobre primeiros-socorros.

Na aula prática, os alunos aprendem a fazer os abafadores, aceiro e apagar princípios de incêndio, também sobre os tipos de ferramentas e equipamentos que podem ser utilizados para extinção do fogo, e quais os tipos de incêndios comuns que ocorrem.

Principais dúvidas

Segundo Ricardo Fenólio, entre as dúvidas mais frequentes dos participantes está a questão do uso fogo contra fogo, que é utilizado em alguns casos, mas, se não for feito da forma correta, pode trazer sérios danos ao meio ambiente. “Outra que é bastante comentada é quando falamos da propagação do fogo, neste caso da convecção de sua propagação. O fogo é mais rápido e usamos a técnica do aceiro emergencial”, explica.

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Além do conteúdo oficial, os instrutores procuram agregar informações atualizadas sobre queimadas que ocorreram em todo o Brasil, no Estado de São Paulo e, quando possível, na região onde o curso está sendo realizado. “É importante mostrarmos esses números até mesmo para conscientização dos riscos à saúde, bem como o impacto ambiental dessas queimadas”, ressalta Ricardo Fenólio. Ao final do curso, os alunos recebem um certificado “O mais importante é que assumem o compromisso de querer aprender para serem multiplicadores desse conhecimento, levando para mais e mais pessoas esse aprendizado que é oferecido pelo SENAR-SP”, acrescenta o instrutor.

A atividade foi criada mediante relatos de perdas patrimoniais, ambientais e humanas, que atinge a fauna e a flora, acarreta ônus aos proprietários rurais à medida que, em alguns casos, são multados em casos de incêndios em suas propriedades, com prejuízos de todas as ordens. Tem relevância no Estado de São Paulo e desperta interesse de produtores, trabalhadores rurais e familiares, além das empresas agropecuárias, como usinas e outras.

Fonte: CNA Brasil

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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