Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Agro Notícias

Produtos orgânicos: saiba o que de fato classifica um produto como alimento orgânico

Diferentemente da concepção popular, um produto orgânico não é aquele cultivado sem o uso de agrotóxicos e sem adubos químicos, da forma mais natural e sem preocupações técnicas. Um produto orgânico, mesmo que associado às práticas agrícolas naturais e ancestrais, é muito mais abrangente que essa classificação simplificada.

Um produto orgânico, na realidade, trata-se daquele obtido dentro de um sistema orgânico, seja de produção agropecuária ou extrativista sustentável, com responsabilidade ambiental e social, que gere benefícios ao ecossistema local, que proteja os recursos naturais, com uso de fertilizantes adequados, respeite as características socioeconômicas e culturais da comunidade regional e preserve os direitos dos trabalhadores envolvidos. Além de não fazer uso de organismos geneticamente modificados ou químicos sintéticos e possuir  todo um cuidado no transporte e armazenamento do produto.

Todos esses fatores são regulamentados pela Lei 10.831, de dezembro de 2003, que indica a necessidade dessas várias exigências para que um produto, possa de fato, ser considerado orgânico. A regulamentação da produção orgânica ainda assegura a emissão de um selo pelo Ministério da Agricultura, atestando que o produto está dentro das normativas. Portanto, só é considerado um produto orgânico aquele que possui o selo.

Leia Também:  Feira Sabores da Terra reúne produtos do agronegócio capixaba até domingo (10/04), em Vitória

Conforme explica a doutora em agricultura tropical Elisandra Zambenedetti, o selo presente nas embalagens permite a identificação e a comprovação de que o produto se trata de um bem orgânico. Caso não haja, na embalagem o selo, o consumidor ainda pode constatar com a empresa responsável pelo produto, se o processo de produção do mesmo se enquadra dentro de um sistema de produção orgânico.

Produzir produtos orgânicos, requer conhecimento técnico e experiência, uma vez que, diferentemente do sistema convencional, o sistema orgânico deve manter uma série de práticas ecológicas desde a base (solo), plantio das sementes, condução do manejo da cultura até o fim da produção. Do plantio até a entrega do produto, tudo deve ser feito de uma maneira que respeite o meio ambiente.

O trabalho de um sistema orgânico é longo e apresenta dificuldades tanto antes da certificação como depois desse processo, já que é essencial realizar uma série de procedimentos como adotar várias práticas sustentáveis para manter um produto sendo orgânico. A primeira etapa para isso está relacionada com a conversão do solo. O processo de transição de um sistema convencional para um orgânico, com o solo livre de agrotóxicos, pode demorar em torno de 12, 24 ou 48 meses. 

Leia Também:  Grêmio vence ABC e tem vantagem na decisão da classificação à próxima fase da Copa do Brasil

Além disso, ainda é necessário fazer uso correto dos insumos permitidos na agricultura orgânica, preservar os recursos naturais na sua propriedade, fazer o controle inteligente das pragas sem uso de produtos químicos, garantir a saúde dos trabalhadores, providenciar embalagens adequadas, transportes e armazenamento especiais, visto que produtos orgânicos não podem ser transportados juntos a produtos convencionais, devido ao risco de contaminação durante esse processo.

Outra questão muito atrelada aos produtos orgânicos trata dos benefícios de se consumir um produto livre de agrotóxicos. Muitas pesquisas ainda estão sendo realizadas acerca desse questionamento, mas uma das respostas mais aparentes está relacionada à saúde. Embora possam variar de produto para produto, há a sustentação de que produtos orgânicos possuem diferenças nutricionais significativas quando comparados com produtos convencionais. O sabor e a qualidade natural do alimento também são mais presente, visto que não há uso de agrotóxicos ou  químicos sintéticos 

Fonte: AgroPlus

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agro Notícias

União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

Leia Também:  Primeira-dama de MT classifica posse para segundo mandato do governador Mauro Mendes como memorável

A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

Leia Também:  Colheita do trigo entra na fase final, deve atingir 10,4 milhões de toneladas, mas ainda há riscos

Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA