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Cadeia produtiva debate gargalos na produção do milho

A produção de milho no Brasil continua oscilante e dependente do mercado. Preocupados com esta realidade, integrantes da cadeia produtiva do cereal reuniram-se na tarde desta segunda-feira, 11, no auditório central da 20ª Expodireto Cotrijal para identificar os gargalos e apontar soluções.

O coordenador do 11º Fórum Nacional do Milho, Odacir Klein, reiterou na abertura do evento que o Rio Grande do Sul tem condições de atingir a autossuficiência, mas a produção segue inferior à demanda, obrigando as indústrias de frangos e suínos a exportarem de outros Estados ou mesmo do exterior. “Os custos com transporte do milho de outros locais tiram a competitividade das indústrias produtivas. Além disso, a falta de capacidade para armazenagem é um estímulo às exportações do grão”, ponderou Klein.

O evento ganhou um formato diferente das dez edições anteriores. Em vez de apresentar painelistas com enfoques diversos, o fórum abriu espaço para o presidente da Associação Brasileira de Produção Animal (ABPA), Francisco Turra, e depois se transformou em um debate entre representantes de diversas entidades e consultores. Não houve uma conclusão, mas uma ampliação dos debates para futura redação final.

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Turra destacou que a safra de verão do milho vem perdendo área a cada ano e o mercado interno é volátil e não apresenta alternativa de abastecimento. Segundo a série histórica da Conab, a primeira safra representava 85% da produção brasileira de verão no ano agrícola do 2000/01 e baixou para 30% em 2017/18. “O mercado é implacável. Nos períodos de baixa oferta, os produtores acumulam ganhos históricos. Atraídos pelo bom preço, os estoques são elevados. Com isso, o risco de perdas é elevado”, diz, destacando que tem defendido que as agroindústrias ousem mais, comprando até duas safras dos produtores, estimulando-os ao plantio.

Na avaliação do economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, os produtores do Sul param de produzir milho e migram para a soja assim que os preços de mercado do cereal estão abaixo do custo de produção. Questão de mercado, mas que tem causado dissabores. Ele pontuou que há dois anos houve uma grande quebra de safra no Centro-Oeste, mas os culpados pelo desabastecimento foram os produtores do Sul. Criticou os subsídios governamentais oferecidos os produtores do Brasil Central, o que no seu entender produz efeitos colaterais no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

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Para o presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires, a decisão do produtor não deve se orientar apenas pela oportunidade de negócio, mas sim incluir a cultura no sistema de cultivos para garantir sustentabilidade de forma perene. Ele defendeu a adoção de políticas públicas específicas para o milho, além de acordos comerciais estruturados

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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