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SOJA/CEPEA: Ritmo de colheita aumenta, mas comercialização é baixa


Cepea, 21/2/2022 – Chuvas menos volumosas nas regiões produtoras de soja favoreceram o progresso da colheita na última semana. Mesmo assim, a comercialização está mais lenta, visto que vendedores se afastaram do spot e que parte dos compradores se mostra abastecida e atenta ao cenário externo. Segundo pesquisadores do Cepea, a China, o principal destino da soja brasileira, sinaliza menor margem de esmagamento, o que, pode resultar em cancelamentos de contratos e diminuição de novas compras da oleaginosa no Brasil – agentes consultados pelo Cepea indicam que a demanda chinesa pode se deslocar aos Estados Unidos. Nesse contexto, houve aumento na disparidade entre os valores pedidos por compradores e os ofertados por vendedores, o que limitou a liquidez no spot. Inclusive, agentes consultados pelo Cepea indicam que o ritmo de negociação da safra 2021/22 está inferior ao das duas últimas safras – o que, ressalta-se, é comum diante de preço elevado. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

Fonte: CEPEA

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Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

 

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.

Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.

Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.

A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.

Mercado externo preocupa

Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.

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As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.

Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.

Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.

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