Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Agro Notícias

Bancos Privados aumentam a concessão de crédito agrícola

Com a redução da taxa Selic e do crédito subsidiado, bancos estão estreitando seu relacionamento com o agricultor e investindo no setor agropecuário

Sendo uns dos setores de maior desempenho no país, o segmento agrícola vem despertado um grande interesse nos bancos privados para a concessão de crédito. Isso acontece devido ao aumento da necessidade de crédito privado e a atratividade do setor por conta da redução e encarecimento da oferta de crédito subsidiado, e da redução da taxa SELIC, que aproximou a taxa de juros que o produtor rural pode pagar daquela praticada no mercado.

A procura dos bancos por esse novo mercado é decorrente as peculiaridades do agronegócio. “Os meios que o produtor utiliza para buscar crédito são diferentes dos convencionais utilizados por outras empresas. Por exemplo, o produtor não é digitalizado e não procurará soluções de crédito por vias online; o produtor não deve ser financiado ou cobrado com base exclusivamente em informações convencionais, tais como o IR ou seu balanço. Apesar de o maior ativo do produtor ser sua terra, a moeda que ele usa é a commodity, algo de que o banco não entende, não quer operar e não tem agilidade para executar. Por isso, suas dívidas são colaterizadas na terra, o que gera dificuldade de cobrança no agronegócio”, explica Bernardo Fabiani, CTO da TerraMagna, agrotech brasileira que atua na mitigação de riscos do agronegócio.

Leia Também:  O Boletim do Leite de fevereiro já está disponível!

Para atender agricultores em áreas remotas, diversas agências bancárias estão sendo abertas em pontos estratégicos, gerando contratação de muitos gerentes para operar no campo e – literalmente – abordar fisicamente os produtores. Se, por um lado, os bancos estão tentando emprestar mais, no quesito segurança do crédito, poucas são as soluções aplicadas para garantir o recebimento da dívida.

“Em um primeiro momento, os benefícios que os bancos privados trazem ao agricultor é o crédito mais barato e, depois, uma maior profissionalização. À medida que o contato com o produtor se desenvolve, elevar gradativamente a barra da concessão de crédito levará a uma governança empresarial mais estabelecida e acesso a outros serviços financeiros dos quais o produtor é carente, tais como hedging (operação que reduz ou elimina a exposição a preço de commodities). O crédito no agronegócio não é arriscado, mas muitas vezes é mal-gerido,” conta Fabiani.

Para auxiliar na segurança do recebimento de crédito aos financiadores, a TerraMagna realiza o monitoramento de lavouras por meio de um sistema próprio via satélite e também monitoramento de campo para acompanhar o grão do campo ao silo. O monitoramento funciona da seguinte forma: a empresa recebe o descritivo das operações de concessão de crédito e o financiador acompanha em tempo real a lavoura, chegando antes dos demais credores e evitando fraudes, como ausência plantio ou desvio do grão produzido.

Leia Também:  Jazidas e bioinsumos minimizam falta de fertilizante estrangeiro

Caso sejam observados indícios de que haverá problemas no pagamento, o credor executa rapidamente o colateral e tem garantia de liquidez com a venda da lavoura. “Proporcionamos mais segurança nas operações financeiras do agronegócio, tornando o processo transparente e menos invasivo, com dados isentos”, finaliza o CTO da agrotech.

Agrolink

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

Leia Também:  Soja não tem força para subir além dos R$ 85

Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

Leia Também:  Clima melhora, mas semeadura da safra 2024/25 em Mato Grosso segue em ritmo lento

Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA