Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Agro Notícias

Ataques de gafanhotos são esporádicos e prejudicam mais as plantas jovens, diz especialista

Divulgação olhar direto

Um ‘ataque’ de gafanhotos preocupa produtores de doces caseiros na região de Quintas do Bandeira, em Cuiabá, há cerca de duas semanas. Os animais, que são herbívoros, passaram a se alimentar das folhas e frutos dos cajueiros e mangueiras. Segundo o agrônomo Marcio do Nascimento Ferreira, no entanto, este tipo de ocorrência é esporádica e pode prejudicar, principalmente, as plantas mais jovens.

“A gente pode considerar esse tipo de ocorrência esporádica. Isso faz parte do ciclo de vida dos gafanhotos, porque o ciclo é longo”, explica o professor. Segundo ele, um gafanhoto leva muitos anos para se desenvolver e, por isso, seu ciclo de geração é de cerca de um ano. “Os ciclos de ocorrência [dos ataques] geralmente acontece a cada década ou quinquênio. Ou seja, a cada 5 anos, a cada 7 anos, aparece um surto de uma determinada espécie em uma região. E esse surto vai depender do tamanho da população que conseguiu se formar naquela localidade, podendo trazer prejuízo financeiro”.

Leia Também:  SUÍNOS/CEPEA: Preços sobem na maior parte das praças

Márcio é graduado em agronomia pela Universidade Federal de Lavras, tem mestrado em Fitossanidade (Entomologia) pela Universidade Federal de Lavras (1991) e doutorado em Ciências Biológicas (Entomologia) pela Universidade Federal do Paraná (2003). Atualmente é Professor Associado, da Faculdade de Agronomia e Zootecnia – FAAZ, da Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT, e está desde 1994 no Departamento de Fitotecnia e Fitossanidade.

Segundo o especialista, por conta deste ciclo de vida do inseto, os animais vão embora com a mesma facilidade com que chegaram. O prejuízo que vão deixar depende muito do tamanho da plantação e da idade das plantas. “As plantas novas, se um monte de gafanhotos começarem a roê-las, acabam morrendo. Mas uma planta adulta dificilmente vai morrer com um ataque de gafanhoto, porque ela tem uma grande capacidade de rebrotar”, explica.

 

 

Fonte: Olhar Direto

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Agro Notícias

União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

Leia Também:  MILHO/CEPEA: Conflito no leste europeu eleva preço externo; no BR, valor segue estável

A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

Leia Também:  Baixada cuiabana programa ações para 2022 visando fortalecimento da economia local

Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA