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Conseleite-PR promove seminários regionais para detalhar metodologia


O Conseleite-PR começa no dia 6 de abril uma rodada de seminários pelo Paraná para apresentar a metodologia adotada para o levantamento mensal que resulta na divulgação do valor de referência para o leite. Os encontros estão sendo organizados conforme a demanda dos representantes do Conselho nos municípios. Até o momento já estão confirmados eventos em Francisco Beltrão (06/04), no Sudoeste; Missal (10/05), Marechal Cândido Rondon (10/05) e Toledo (11/05), no Oeste; e Umuarama (11/05), no Noroeste (confira datas e locais abaixo).

Em cada local, haverá a presença de representantes das agroindústrias, dos produtores rurais e da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que desenvolveu a metodologia de cálculos. Mensalmente, são coletados dados junto a diversas instituições públicas e privadas para chegar aos números que compõem o valor de referência para o leite. Nos seminários, serão detalhadas as etapas e como funciona o método, com oportunidade aos participantes de tirarem suas dúvidas.

O presidente da Comissão Técnica de Bovinocultura de Leite da FAEP, Ronei Volpi, lembra que os eventos ocorrerão conforme demanda dos municípios. “Não se trata de um evento imposto. A rodada de seminários é por demanda do próprio setor produtivo”, destaca o dirigente. “O Conseleite, em seus quase 20 anos de história, sempre teve a transparência com sua marca. É natural que ao longo do tempo seja necessário reforçar questões de metodologia e funcionamento da entidade”, complementa.

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Conseleite

O Conseleite-Paraná foi criado em 29 de outubro de 2002 e é classificado, desde sua ata de fundação, como associação civil, com estatuto e regulamentos próprios. Compõem a instituição representantes de produtores rurais de leite (FAEP) e de indústrias (Sindileite-PR) de laticínios que processam a matéria-prima (leite). Fazem parte do conselho o mesmo número de representantes de ambos os lados, fazendo dele uma organização paritária.

O objetivo do Conseleite-PR é estabelecer relações justas entre produtores rurais e indústrias, reduzindo conflitos que se estabeleceram entre as partes com a desregulamentação do setor na década de 1990. As alternativas encontradas em debates transparentes e democráticos têm contribuído de forma significativa para favorecer o desenvolvimento sustentável tanto na produção de leite como de seus derivados, além de promover melhorias contínuas de qualidade na cadeia produtiva como um todo.

Confira os locais e datas já definidas

Data Horário Município Local
06/04 9h às 12h Francisco Beltrão Auditório Cresol Baser. Endereço: Av. Júlio Assis Cavalheiro, 101, Bairro Industrial
10/05 9h às 12h Missal Centro Comunitário de Esquina Gaúcha. Rodovia PR-495, zona rural
10/05 14h às 17h Marechal Cândido Rondon Sindicato Rural do município. Rua Dom João VI, 915 CP 66
11/05 9h às 12h Toledo Sindicato Rural do município. Av. Ministro Cirne Lima, 3804, bairro Tocantins CP 262
11/05 14h às 17h Umuarama Sindicato Rural do município. Av. Brasil, 3547
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Fonte: CNA Brasil

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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