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Saúde

Vacina em spray previne a Covid 19 e a transmissão

Equipe de investigadores desenvolveu uma nova vacina contra a COVID-19 com administração por inalação. Experiências feitas em animais não humanos mostraram que é eficaz e que tem a vantagem de prevenir a transmissão do coronavírus.

Nasal spray or drops for health in a white bottle, container in hand or palm from cold, flu, illness, runny nose. Pharmacy, care or treatment.


Uma vacina COVID-19 intranasal de dose única previne de doença grave e bloqueia a transmissão do vírus. A conclusão é de um estudo desenvolvido por uma equipa da Universidade de Iowa e da Universidade de Geórgia, EUA, e já publicado na revista Science Advances.

As experiências realizadas em ratos mostraram que a proteção contra uma infeção letal por COVID-19 é total e que bloqueia a transmissão do vírus de animal para animal.

“As vacinas atualmente disponíveis contra a COVID-19 são muito bem-sucedidas, mas a maioria da população mundial ainda não foi vacinada e há uma necessidade crítica de mais vacinas que sejam fáceis de administrar e eficazes para interromper a doença e a sua transmissão”, referiu Paul McCray, especialista em medicina pulmonar, microbiologia e imunologia do Carver College of Medicine, da Universidade de Iowa e colíder do estudo.

O investigador considera que “se esta nova vacina COVID-19 se mostrar eficaz em pessoas, ela pode ajudar a bloquear a transmissão da SARS-CoV-2 e ajudar a controlar a pandemia de COVID-19”.

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Ao contrário das vacinas tradicionais que requerem uma injeção, esta vacina é administrada por meio de um spray nasal semelhante aos comumente usados ​​para vacinar contra a gripe. A vacina utilizada no estudo requer apenas uma dose única e pode ser armazenada à temperatura normal de um frigorífico durante três meses. Por ser administrada por via intranasal, a vacina também pode ser mais fácil de administrar, especialmente para quem tem medo de agulhas.

“Estamos a desenvolver esta plataforma de vacina há mais de 20 anos e começamos a trabalhar em novas formulações de vacinas para combater a COVID-19 durante os primeiros dias da pandemia”, disse Biao He, professor do Departamento da Universidade da Geórgia de Doenças Infeciosas na Faculdade de Medicina Veterinária e colíder do estudo.

O investigador acrescentou: “Os nossos dados pré-clínicos mostram que esta vacina não protege apenas contra a infeção, mas também reduz significativamente as possibilidades de transmissão.”

Esta vacina experimental usa um vírus inofensivo parainfluenza 5 (PIV5) para distribuir a proteína “spike” SARS-CoV-2 nas células, onde estimula uma resposta imune que protege contra a infeção por COVID-19. O PIV5 está relacionado aos vírus do gripe comum que infeta facilmente diferentes mamíferos, incluindo humanos, sem causar doenças significativas. A equipa de investigação já havia mostrado que esta plataforma de vacina pode proteger completamente os animais de outra doença de coronavírus perigosa chamada Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS).

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A vacina PIV5 para inalação desenvolvida pela equipa de investigadores tem como alvo as células da mucosa que revestem as passagens nasais e vias aéreas. Estas células são o principal ponto de entrada para a maioria das infeções por SARS-CoV-2 e o local de replicação inicial do vírus. Os vírus produzidos nessas células podem invadir profundamente os pulmões e outros órgãos do corpo, o que pode levar a doenças mais graves. Além disso, os vírus produzidos nessas células podem ser facilmente expelidos levando a transmissão entre a pessoa infetada e outras em seu redor.

O estudo mostrou que na experiencia em ratos a vacina produziu uma resposta imune localizada, envolvendo anticorpos e imunidade celular, que protegeu completamente os animais de doses fatais de SARS-CoV-2. A vacina também preveniu infeções e doenças em furões e, mais importante, bloqueou a transmissão de COVID-19 de furões infetados para outros furões que coabitavam na mesma espaço e que não estavam protegidos nem infetados.

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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