Saúde
SAÚDE PÚBLICA: Mato Grosso firma compromisso de adesão à campanha de conscientização da hanseníase
Termo de Cooperação foi assinado nesta sexta-feira (10.12) entre a SES, Cosems, Morhan e Rede Hans de Mato Grosso.

Foto por: Ana Lazarini
A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) e entidades parceiras firmaram, nesta sexta-feira (10.12), um Termo de Cooperação de adesão à campanha “Não esqueça da hanseníase”, da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O compromisso foi firmado durante a 11ª reunião ordinária da Comissão Intergestores Bipartite de Mato Grosso (CIB-MT), realizada no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.
Além da SES, aderiram ao termo o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems-MT), o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) e a Rede Universitária Estadual de Enfrentamento à Hanseníase no Estado (Rede Hans-MT).
Para o secretário Estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, o enfrentamento à hanseníase deve ser uma das prioridades da Saúde Pública. O gestor entende a necessidade de Mato Grosso abraçar a temática, visto que o estado apresenta níveis considerados hiperendêmicos para a doença.
“Vamos continuar com o trabalho robusto realizado pela equipe técnica da pasta e incentivar a busca ativa dos casos, pois somente após o diagnóstico de hanseníase é possível iniciar um tratamento. Queremos o diagnóstico precoce e, mais do que isso, queremos amenizar a sequelas desta doença”, diz o secretário.
O coordenador nacional do Morhan, Arthur Custódio, avaliou positivamente o compromisso feito com o estado.
“O relatório da Organização das Nações Unidas apontou um grave decréscimo no diagnóstico da hanseníase durante a pandemia. No Brasil, a queda foi na ordem de 50% se comparado com 2019. Já estamos enfrentando os problemas e tendo casos chegando nas unidades de saúde com sequelas. Então é importante que o Estado, todos os municípios e entidades estejam juntos no enfrentamento da doença para eliminarmos os estigmas e divulgarmos a importância do diagnóstico e tratamento da hanseníase”, pondera Arthur.
Por meio do Termo de Cooperação, as entidades se comprometeram em promover a conscientização sobre a hanseníase e o combate à discriminação sofrida por pessoas afetadas pela doença.
Contente com a proposta de trabalho integrado, o coordenador do núcleo do Morhan Cuiabá, João Vitor Pacheco, ressalta que, enquanto integrante da sociedade civil, não tem poder de legislar, mas tem a força necessária e voluntária para uma boa comunicação.
“É importante essa ponte de comunicação que está sendo criada entre a sociedade civil, o Governo do Estado e os municípios, pois a hanseníase é uma doença negligenciada e espero que o Estado consiga auxiliar e dar o suporte necessário para enfrentarmos essa situação”, avalia João.
Segundo a coordenadora de Doenças Crônicas da SES, Ana Carolina Landgraf, essa somatória de esforços foi possível graças à união e ao reconhecimento de que o Estado precisa de parceiros no enfrentamento da doença.
“Hoje temos vários parceiros que reconhecem a força de Mato Grosso. Os municípios estão trabalhando como nunca trabalharam nesses últimos anos e isso se deve ao engajamento da gestão estadual no fortalecimento das ações e dos profissionais da saúde que estão empenhados no combate à hanseníase”, pontua a gestora.
Hanseníase em Mato Grosso
Mato Grosso apresenta níveis considerados hiperendêmicos para a hanseníase há muitos anos. Considerando os últimos cinco anos, 2018 destacou-se pelo maior número de casos novos e pela maior taxa de detecção da doença, com 4.678 casos, representando 138,30 casos novos por 100.000 habitantes. O ano de 2019 seguiu a mesma tendência, com leve decréscimo.
Contudo, em 2020, foram diagnosticados 2.517 casos novos de hanseníase no estado, um decréscimo abrupto e não esperado pela tendência estatística e comportamental da doença. De acordo com o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), a diminuição do número de casos pode ser reflexo da pandemia da Covid-19, que trouxe dificuldades no acesso da população aos serviços de saúde.
Comparando a curva epidemiológica da hanseníase entre 2019 e 2020, estima-se que mais de 50% de casos novos deixaram de ser diagnosticados em todo o mundo – o que também pode ser observado no Brasil e em Mato Grosso.
Fonte: Assessoria
Saúde
MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.
Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.
A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.
“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.
O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.
Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.
O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.
Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.
As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.
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