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Saúde

Programa supera meta na área da Saúde em Mato Grosso

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) obteve resultado 5% superior à expectativa de cobertura de serviços em Saúde para gestantes e crianças atendidas pelo Programa Bolsa Família (PBF) em Mato Grosso. O órgão atribui o bom resultado ao esforço e apoio de profissionais dos 141 municípios e servidores dos 16 Escritórios Regionais de Saúde.

A meta inicial do Estado era atingir 68% de alcance, mas registrou 73% em cobertura dos serviços. Os dados são relativos ao ano de 2018 e mostram que 73% dos públicos-alvo do PBF Saúde obtiveram o atendimento pré-natal, a vacinação, a pesagem e medição de estatura.

De um total de 308.148 beneficiários a serem contemplados no Estado, a área da Saúde conseguiu atender a 225.117 cidadãos. Em todo o país, a média de cobertura foi de 75,55%.

Coordenadora estadual do PBF Saúde, Jane Taveira explica que – de agosto de 2018 a janeiro de 2019 – o Sistema de Gestão do Programa Bolsa Família na Saúde esteve disponível na Plataforma e-Gestor AB e aberto para registro dos dados. De acordo com a servidora, a mudança de plataforma desencadeou uma reorganização do processo de trabalho e modificou a forma de acompanhamento, sendo curto o período de adaptação dos municípios.

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“Por meio do novo sistema, foi possível a individualização dos acompanhamentos, a valorização de cada atendimento realizado na Atenção Básica e a efetiva integração com o e-SUS AB. Desta forma, foi reduzido o retrabalho dos profissionais e valorizado o principal sistema de informação da Atenção Básica”, ponderou.

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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