Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Saúde

Pesquisa aponta benefícios do sexo na velhice

Foto: Radness

Estudo publicado em dezembro na revista “Sexual Medicine” mostra como o sexo tem peso importante para o bem-estar dos mais velhos. O trabalho foi realizado pelos médicos Lee Smith e Sarah Jackson a partir de dados de quase 7 mil idosos ingleses, com idade média de 65 anos. Os pesquisadores constataram que homens e mulheres que relataram qualquer tipo de atividade sexual nos 12 meses anteriores apresentavam índices mais positivos de satisfação com suas vidas.

Para as mulheres, beijos, carícias e outras demonstrações de carinho já eram suficientes para atingir índices significativos de satisfação, enquanto, para os homens, o ato sexual tinha especial relevância. Fatores culturais podem pesar para essa diferença de gênero, mas o que o doutor Smith enfatizou foi a necessidade de o assunto ser abordado com os pacientes dessa faixa etária: “os profissionais de saúde têm que se dar conta de que idosos não são assexuados e que uma vida sexual satisfatória está associada a seu bem-estar. É preciso conversar sobre diferentes posições e tipos de atividades sexuais, de forma que se mantenham ativos”.

Leia Também:  Juiz manda USP fornecer 'cápsulas contra o câncer' a paciente de MT

Outra pesquisa, também divulgada mês passado, ratifica tudo o que já se escreveu e falou sobre movimentar-se: ao fim de seis meses de exercícios, pessoas com declínio cognitivo apresentaram melhoras em seu quadro. O estudo foi publicado pela American Academy of Neurology e comprovou a importância da atividade aeróbica, como caminhar ou andar de bicicleta ergométrica durante 35 minutos, três vezes por semana. Depois dos seis meses de exercícios, os testes aplicados aos participantes mostravam uma reversão no envelhecimento que chegava a quase nove anos.

Os pesquisadores trabalharam com idosos sedentários que tinham algum tipo de prejuízo cognitivo, mas que não haviam sido diagnosticados como pacientes com demência. Os problemas relatados eram de memória, dificuldade de concentração e para tomar decisões. O levantamento apontou melhoria nas funções executivas – a habilidade de um indivíduo de regular seu próprio comportamento, se organizar e atingir objetivos – mas não houve benefícios para a memória.

Os participantes foram divididos em quatro grupos: um dedicou-se apenas aos exercícios aeróbicos; um segundo se submeteu unicamente a uma dieta para controlar a hipertensão, com baixo teor de sódio, fibras, grãos, frutas, legumes, verduras e carnes magras. Um terceiro fez exercícios e seguiu a dieta; e um quarto limitou-se a receber orientações sobre a saúde através de telefonemas. Como se pode imaginar, o resultado do grupo que conciliou aeróbica com hábitos saudáveis de alimentação foi bem superior ao dos demais. Se o exercício é sexo, andar, pedalar ou correr, não importa. O recado é: movimente-se!

Leia Também:  Colíder mantém ponto de vacinação contra Covid no Cerest nesta sexta-feira

Bem Estar

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

Leia Também:  Colíder mantém ponto de vacinação contra Covid no Cerest nesta sexta-feira

“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

Leia Também:  Juiz manda USP fornecer 'cápsulas contra o câncer' a paciente de MT

Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA