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Saúde

Países criam plano global contra a poluição

A Organização Mundial da Saúde (OMS) sediou a primeira Conferência Global para a Poluição Atmosférica e Saúde. O evento, que contou com a presença de representantes da maioria dos países, apresentou as evidência científicas sobre os efeitos do excesso de partículas tóxicas no ambiente, principal consequência da queima de combustíveis fósseis.

“Nosso sonho é viver num mundo livre de poluentes. Para chegar a isso, estabelecemos a ambiciosa meta de reduzir em dois terços os números de mortes causadas por esses compostos”, discursou o médico etíope Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS.

Veja abaixo algumas medidas que serão implementadas para tentar alcançar o objetivo e outras que você mesmo pode colocar em prática.

Missão das autoridades

  • Incentivar pesquisas e expandir o conhecimento sobre os poluentes.
  • Monitorar o nível de poluição nas cidades e produzir relatórios em tempo real.
  • Elaborar políticas públicas que minimizem o problema.
  • Informar e capacitar profissionais de saúde e a população sobre o assunto.

O que você pode fazer

  • Tente andar menos por avenidas movimentadas e com trânsito.
  • Caso esteja com crianças nesses ambientes, leve-as no colo para que não fiquem na mesma altura do escapamento dos carros.
  • Na hora de fazer exercício, prefira áreas com um ar mais limpo, como os parques.
  • Em nenhuma hipótese queime lixo ou qualquer outro tipo de material.
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Todos os anos, o ar sujo causa…

  • 1,4 milhão de mortes por AVC
  • 2,4 milhões de mortes por infarto
  • 1,8 milhão de mortes por câncer de pulmão
  • 2,7 milhões de nascimentos prematuros

Folhas que purificam a casa

Uma solução inteligente contra a poluição pode vir da natureza… com uma mãozinha da ciência. Experts da Universidade Washington, nos Estados Unidos, fizeram uma modificação genética na planta Epipremnum aureum, conhecida no Brasil por jiboia. A edição do DNA fez com que ela passasse a absorver e eliminar do ar os compostos clorofórmio e benzeno, relacionados ao surgimento de câncer.

“Procuramos parceiros para avançar nas pesquisas e, no futuro, disponibilizar a tecnologia à população”, conta o engenheiro ambiental Stuart Strand, líder das pesquisas.

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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