Saúde
Morre segundo paciente com ebola na República Democrática do Congo
O segundo paciente com ebola na República Democrática do Congo morreu nesta quarta-feira (31), segundo informe feito pelas autoridades de Saúde do país.
“O doente confirmado de ebola na cidade de Goma morreu e já foram tomadas todas as medidas para cortar o canal de contaminação”, declarou à AFP Jean-Jacques Muyembe, o novo funcionário nomeado pela presidência para coordenar a resposta à epidemia.
O surto de ebola na República Democrática do Congo foi declarado uma emergência de saúde pública de caráter internacional pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no último dia 17.
Paciente contaminado
O paciente havia chegado ao centro de tratamento “no 11º dia de sua doença. Realmente não tinha esperança, porque a doença estava muito avançada. Então morreu na noite de terça para quarta”, indicou o coordenador da luta contra o ebola na província Kivu do Norte, Aruna Abedi.
O homem falecido em Goma – capital do estado de Kivu do Norte e fronteiriça com Ruanda – é o segundo caso registrado nesse grande centro urbano do leste do país. Há duas semanas foi detectado o primeiro.
Cinco embarcações que saíram de Goma foram paralisadas nesta quarta no porto de Bukavu, do outro lado do lago Kivu, para serem submetidas a controle sanitário, o que gerou preocupação na cidade.
Esta epidemia de ebola na República Democrática do Congo já deixou 1.790 mortos desde agosto de 2018 e é a mais grave da história da doença desde a que afetou a África entre o final de 2013 e 2016.
Bem Estar
Saúde
Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.
Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.
O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.
Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.
Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.
Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.
A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.
O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.
Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.
Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.
Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.
Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.
Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.
*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
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