Saúde
Mato Grosso registra menor taxa de internação em UTIs Covid-19 desde maio de 2020
Avanço da vacinação, medidas de biossegurança e investimentos na Saúde contribuíram para a redução dos casos

Cenário é reflexo do avanço da cobertura vacinal em Mato Grosso e das medidas de biossegurança preventivas – Foto por: Christiano Antonucci | Secom-MT
O Painel Interativo Covid-19 nº 589, divulgado nesta segunda-feira (18.10) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), registra a menor taxa de internação em UTI Covid-19 desde maio de 2020. Com 79 internações, o documento aponta uma ocupação de 24,16% das UTIs mantidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Em 1º de outubro, a taxa de ocupação de leito de UTI Covid-19 era de 32,59%, com 103 pessoas internadas. Nos dias 4 e 6 de outubro, a taxa se manteve em 34%, com 104 internações. Nos dias 16 e 17 deste mês, a taxa de ocupação começou a diminuir e se manteve em 28%, com 93 pacientes internados nesses dois dias.
A queda na taxa de ocupação revela um cenário de maior controle epidemiológico no Estado, com perspectiva de constância.
“São muitos os fatores que contribuíram para a redução do número de infecções, hospitalizações e óbitos por Covid-19 em Mato Grosso. Contudo, é evidente que a imunização teve um grande poder de influência nessa redução. Reforço novamente a importância da vacinação contra a Covid-19 e contra todas as outras doenças imunopreveníveis. Vacinas salvam vidas”, ressaltou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
O cenário é reflexo do avanço da cobertura vacinal em Mato Grosso e das medidas de biossegurança preventivas, além dos investimentos na ampliação de leitos de UTI e de enfermaria na rede hospitalar pública estadual e municipal, feitos pelo Estado em parceria com as prefeituras.
O Estado também manteve por mais de um ano o Centro de Triagem Covid-19, que realizou o trabalho suplementar de atendimento preventivo à população da Baixada Cuiabana. Foram mais de 240 mil atendimentos entre consultas médicas, testagem, exames e fornecimento de medicamento após prescrição médica.
Mesmo diante deste novo cenário, o Governo do Estado mantém a determinação quanto ao uso da máscara. Também é importante estar atento ao distanciamento social e aos cuidados básicos de higiene pessoal, lavar as mãos com frequência e fazer uso de álcool 70%.
Fonte: Governo de Mato Grosso
Saúde
Mais de 7,6 mil bebês nasceram de mães adolescentes em Mato Grosso em 2025

Mais de 7,6 mil bebês nasceram de mães adolescentes em Mato Grosso no ano passado, segundo dados do Painel de Monitoramento de Nascidos Vivos, do Ministério da Saúde. O levantamento registra 7.310 partos de jovens entre 15 e 19 anos e outros 324 de meninas com menos de 14 anos, uma média de aproximadamente 20 nascimentos por dia.
Além de evidenciar uma realidade marcada pela gravidez precoce, os números também chamam atenção para casos que podem estar relacionados ao estupro de vulnerável, especialmente entre as menores de 14 anos, e para os impactos sociais enfrentados por essas adolescentes.
No cotidiano da assistência social, a gravidez na adolescência costuma representar uma ruptura nos projetos de vida. Segundo a psicóloga do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro Pedregal, Emanuele Costa, muitas jovens passam a enxergar a maternidade como único caminho possível.
“É como se a vida dela se resumisse à maternidade, e é isso que vai determinar todo o resto da vida dela”, afirma.
A profissional explica que parte das adolescentes procura atendimento espontaneamente, enquanto outras são encaminhadas pelas unidades de saúde. No Cras, elas recebem acolhimento, orientação e acompanhamento para acesso aos benefícios socioassistenciais.
Entre os principais desafios está a evasão escolar. A gravidez, as limitações impostas pela gestação, o período do puerpério e a dificuldade de conciliar os cuidados com o bebê fazem com que muitas interrompam os estudos.
“Nós analisamos se houve ou não a evasão escolar, para ver a possibilidade de essa jovem voltar para a escola. Isso é uma grande questão na gravidez na adolescência, pois muitas deixam de ir ou têm muita dificuldade para voltar. Elas precisam de uma rede de apoio consolidada para conseguir, neste momento, voltar à escola e não ficarem desamparadas em relação aos cuidados com o filho”, destaca.
De acordo com Emanuele, outro aspecto recorrente é a ausência de planejamento para o futuro. Diferentemente de outros adolescentes, que costumam projetar objetivos como concluir os estudos, ingressar na universidade e conquistar independência financeira, muitas jovens grávidas acabam limitando suas expectativas à maternidade.
“Muitas vezes, se ouve na adolescência: ‘eu quero estudar, me formar, passar no Enem e depois comprar uma casa’. Com elas, não. É como se agora a vida dela fosse só isso. Eu vou ser mãe e pronto, não tem planejamento para a vida futura”, relata.
A psicóloga também observa que, na maioria dos atendimentos, os pais das crianças estão ausentes. O suporte costuma vir das mães ou avós das adolescentes, que assumem papel fundamental na construção da rede de apoio.
“Pela nossa vivência, o amparo vem desse lado materno da própria mãe trazer a filha, conversar e tentar restabelecer esse vínculo que, muitas vezes, chega fragilizado. Nisso entra o papel da assistência social e do serviço de fortalecimento de vínculos. É para garantir que a rede de apoio seja mantida, porque essa é uma das principais bases para que a jovem consiga ter uma vida menos vulnerável e fique menos exposta a situações de risco”, conclui.
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