Saúde
Mais de 500 cidades correm risco de surto de dengue nesse verão
O verão com temperaturas acima da média e pancadas de chuva trouxe um alerta contra o mosquito da dengue: mais de 500 cidades correm risco de surto da doença, segundo dados do Ministério da Saúde. A situação é mais grave na região Centro-Oeste, como mostrou o ‘Bom Dia Brasil’ desta terça (15).
Agentes de saúde em Brasília estão observando um descuido na prevenção — em seguir aquelas regras básicas que todo mundo conhece — de não deixar água parada nos pratinhos de plantas, não deixar lixo acumulado. Chove, a água fica empoçada: lugar perfeito para focos de mosquito.
A fase mais aguda da doença que Jeniffer teve já passou — mas as pintinhas e a coceira pelo corpo ainda incomodam. “Eles falam que é a última etapa, que é pintar o corpo todinho. E coça bastante também”, diz.
Leoni teve dengue hemorrágica. “Tem muito lixo, fica muito lixo. E tem muita gente que não cuida dos quintais. Tem que prestar mais atenção nessas coisas, porque o negócio é sério, eu fiquei ruim. Eu pensei que eu fosse morrer”, conta.
Jeniffer e Leoni fazem parte dos mais de 29 mil casos de dengue notificados pela Secretaria de Saúde de Goiânia no ano passado. Em Goiás, o aumento do número de casos de dengue foi de quase 32%. Foram 63 mil casos confirmados com 64 mortes no ano passado — contra 43 mil casos e 53 mortes em 2017.
De acordo com o Ministério da Saúde, a região Centro-Oeste apresentou o maior número de casos suspeitos no ano passado: foram 93 mil. Em seguida, vêm as regiões Sudeste, com 68 mil casos, Nordeste, com 66 mil, Norte, com 16 mil, e Sul, com 2.900 casos.
Em Bauru, interior de São Paulo, em todo o ano passado, foram registrados 132 casos de dengue. Neste ano, já são 62 casos da doença. A prefeitura até preparou uma estrutura extra, com salas de hidratação, só para as vítimas de dengue.
Esse condomínio na Taquara, Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde moram 300 famílias, vive uma epidemia de zika e chikungunya. Na casa da dona Rosângela, a coisa ficou feia. “Ficou bastante. A minha família toda, todo mundo, aconteceu pegar chikungunya — minha mãe, que tá com 86 anos, tem a minha filha, o meu filho, o outro filho também. O meu neto. A minha neta”, conta.
No Pará, a maior preocupação é com a chikungunya. Em Belém, o número de vítimas em 2018 mais que triplicou em comparação com 2017. Três das quatro pessoas que moram na casa de dona Larissa pegaram a doença. “Muitas dores nas juntas, nos ombros, nos joelhos e nos pés. Até hoje ainda sinto nos pés”, diz.
Brasília está entre as 504 cidades do país com risco de dengue, chikungunya e zika. Agentes de saúde estão encontrando mais focos do mosquito nas casas.
O lago Norte, uma das áreas mais caras de Brasília, está entre os locais onde mais foi encontrado o mosquito da dengue. Enquanto o índice de infestação predial no Distrito Federal ficou em 1,48% das casas visitadas, aqui o percentual chegou a 8,74% — o que já é considerado estado de risco quando se fala de infestação do mosquito. Para intensificar o combate ao mosquito, a secretaria de saúde vai contar com 350 agentes de vigilância ambiental e 400 bombeiros.
O Ministério da Saúde informou que as ações de combate ao Aedes aegypti são realizadas durante todo o ano com estados e municípios, e que dá apoio técnico e insumos — como larvicidas — para combate ao mosquito, além de veículos para realizar os fumacês e ainda teste para diagnóstico. Em dezembro, foram distribuídas mil caminhonetes para reforçar os serviços de vigilância.
Esse calorão e a água parada atraem os mosquitos, mas o calor também chama resfriado — ainda mais com ar condicionado.
G1
Saúde
Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.
Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.
O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.
Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.
Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.
Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.
A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.
O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.
Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.
Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.
Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.
Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.
Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.
*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
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