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Saúde

Ictiose arlequim, a rara doença genética de bebê abandonado em hospital na Itália

O bebê tem uma doença genética extremamente rara, conhecida como ictiose arlequim, que faz com que sua pele fique grossa, seca e quebradiça.

Ele está sob os cuidados de enfermeiros de um hospital de Turim, na Itália, porque foi abandonado por seus pais, segundo a imprensa local. Está internado ali desde agosto, mas é possível que tenha de sair nas próximas semanas.

Ainda não se sabe por que os pais do bebê não foram encontrados ou por que não retornaram para buscá-lo.

“A única certeza é de que a criança foi abandonada”, disse uma das enfermeiras do hospital Sant’Anna ao jornal italiano La Stampa, que informa que as autoridades do país estão tentando localizar os pais ou um lar temporário para Giovannino — mas, por causa de sua doença, ele exigirá cuidados especiais.

Por enquanto, o bebê é mantido em uma UTI neonatal. Para impedir que sua pele seque e rache, ele não pode tomar luz solar e é permanentemente hidratado.

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“É um bebê adorável, que ri e adora passear pelos corredores” do hospital, disse Daniele Farina, chefe da unidade neonatal, ao jornal La Repubblica. “Ele fica feliz quando alguém toca música para ele.”

Poucas horas depois de a história de Giovannino ter se tornado pública, na quarta-feira (06/11), diversas pessoas começaram a entrar em contato com o hospital se dispondo a adotá-lo.

O que é a ictiose arlequim

A doença, que estima-se que afete uma pessoa em cada 1 milhão, é resultado de um defeito genético, que afeta a forma como a pele se regenera e faz com que células envelhecidas levem mais tempo para descamar. Ou então faz com que novas células de pele se reproduzam muito rapidamente, fazendo com que a pele engrosse demais e formando escamas, separadas por rachaduras.

Isso pode resultar em desconforto para mexer pernas e braços e em mudanças na feição do rosto. Pode, também, afetar a habilidade de o portador lidar com infecções.

Os sintomas geralmente aparecem no nascimento ou no primeiro ano de vida da criança.

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BBC

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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