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Saúde

Homens sem amigos criam carga emocional sobre as mulheres

Ainda vigora a máxima de que homem não chora e tem que aguentar calado os reveses que a vida nos apronta. Pior: enquanto as mulheres cultivam o prazer de encontrar amigas de longa data, para muitos deles as amizades se restringem ao ambiente profissional. Quando o “sobrenome corporativo” deixa de existir, os laços se rompem e aquelas relações se esgarçam. O resultado? O envelhecimento sem amigos, que acaba sobrecarregando emocionalmente as companheiras.

As novas gerações vêm questionando estereótipos que sugerem que as meninas se comportem como princesinhas à espera de um príncipe encantado. No entanto, a expectativa de que os meninos se tornem adultos que suportam tudo estoicamente – de ambientes de trabalho tóxicos a desilusões amorosas – faz com que a maioria só conte com o suporte da namorada ou mulher.

Niobe Way é professora de psicologia aplicada na Universidade de Nova York e autora de “Deep secrets: boys´friendships and the crisis of connection” (em tradução livre, “Segredos profundos: amizades de meninos e a crise de conexão”). Há 30 anos, começou a entrevistar garotos pedindo que dissessem o que a amizade representava para eles e sua pesquisa mostrou que, quando ainda estavam na pré-adolescência, eram capazes de verbalizar como eram ligados a seus melhores amigos. Entretanto, à medida que chegavam à adolescência, esse senso de conexão desaparecia.

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Para a professora, trata-se de “uma perda catastrófica”. Em suas palestras, Niobe afirma que “milhões de homens experimentam esse sentimento de profunda perda que os acompanha mesmo que estejam em relacionamentos românticos, ou se casem e criem uma família. Por causa da pressão da homofobia e do que podemos chamar de masculinidade tóxica, esses meninos amadurecem dentro de um isolamento emocional. Aos 16, 17 anos, a intimidade está proibida, é vista como fraqueza, homossexualidade, e a taxa de suicídios entre rapazes atinge cinco vezes a de moças. Por fim, o que vemos é uma epidemia de solidão masculina nos Estados Unidos”.

O percentual de adultos norte-americanos que disseram não ter amigos saiu de 36% em 1985 para 53.4% em 2004. Em 2015, um em cada três adultos acima de 45 anos se dizia solitário, versus um em cada cinco dez anos antes. A única intimidade afetiva que os homens mais velhos acabam tendo é com suas mulheres – no caso de terem casamentos estáveis. Para elas, isso pode representar uma sobrecarga emocional significativa, que vai se somar a outras demandas, como ajudar os filhos na criação dos netos; cuidar de pai e mãe muito idosos e às vezes dependentes. Mesmo aposentadas, há quem ainda mantenha atividades profissionais, e o resultado é um peso enorme nos ombros femininos.

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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