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Saúde

EUA investiga primeira morte supostamente causada por cigarro eletrônico

A morte de um morador de Illinois, nos Estados Unidos, pode ser o primeiro caso documentado de um paciente que faleceu devido a complicações do uso de cigarro eletrônico. A suspeita é do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla original em inglês), que agora vai averiguar melhor o caso.

Segundo o jornal The Washington Post, a vítima é um homem adulto que foi hospitalizado por “uma doença inexplicável depois de reportar o uso de cigarro eletrônico ou vapes“. Ele apresentou uma série de problemas respiratórios, além de tosses frequentes, perda de fôlego, cansaço, vômito e diarreia. Os sintomas pioram ao longo dos dias, o que leva a pessoa a procurar ajuda médica.

O CDC agora vai intensificar as pesquisas no setor, já que ao menos 193 casos de doenças similares foram encontradas em usuários de vapes em 22 estados norte-americanos. Só no estado em questão, foram 22 casos entre pessoas de 17 a 38 anos.

Em busca de respostas

Por enquanto, não há qualquer evidência de que a vítima em Illinios tenha morrido de fato em decorrência do uso do cigarro eletrônico. É preciso esperar informações detalhadas sobre o perfil do paciente ou que produtos ele utilizava — afinal, o incidente pode ter acontecido por substâncias contaminadas, partículas de algum composto que foram parar no pulmão ou fatores não relacionados com o produto. A existência de um “mercado paralelo” de cargas é ainda mais perigosa, já que não há muitas garantias sobre a procedência dos produtos e de sua fabricação.

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Além disso, faltam estudos mais consolidados na área dos cigarros eletrônicos para identificar potenciais riscos. Segundo o Departamento de Saúde Pública do estado, o CDC recolheu amostras em vários locais em que casos parecidos foram reportados e deve fornecer mais informações sobre o caso em breve.

Tecmundo

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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