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Saúde

Entenda a lesão e a cirurgia cerebral do filho de Angélica e Huck

Lesões na cabeça, como a que sofreu o filho de Angélica e Luciano Huck, são sempre motivo de atenção especial por parte dos médicos.

Benício, de 11 anos, acidentou-se no mar, no sábado, enquanto praticava wakeboard e foi submetido a uma cirurgia neurológica na madrugada de domingo (23).

No boletim médico divulgado pelo hospital, no Rio de Janeiro, consta que ele sofreu “traumatismo cranioencefálico com afundamento têmporo parietal” e “hematoma extradural subjacente ao afundamento”.

Sem ter conhecimento específico do caso, o neurocirurgião e professor Hélio Machado, do Departamento de Cirurgia e Anatomia da FMRP-USP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo), afirma que essa lesão se dá devido ao choque com algum objeto.

“Um trauma de crânio com afundamento significa que teve algum objeto que causou esse trauma, com algum tipo de ponta, não precisa ser cortante, mas suficiente para afundar o crânio.”

Segundo o médico, o crânio de uma criança é mais fino do que de um adolescente e de um adulto.

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“A gente acredita que [o afundamento] seja um mecanismo de defesa para o próprio cérebro, porque dissipa a energia do impacto.”

Esse afundamento causa uma lesão na meninge, que reveste o cérebro, que é descrita no boletim como “hematoma extradural”.

Machado explica que a cirurgia é feita para drenar o sangue que se forma e para levantar o osso do cérebro.

“É um procedimento relativamente simples”, acrescenta.

Os médicos informaram que Benício “encontra-se lúcido, orientado, movimentando os quatro membros, respirando por meios próprios e estável sob o ponto de vista neurológico e hemodinâmico”. No entanto, não há previsão de alta.

As informações são de Fernando Mellis – R7

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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