Saúde
Ebola: Novo caso em cidade grande da República Democrática do Congo aumenta temor de que doença se espalhe
Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), o caso pode ser um “divisor de águas” por causa da grande população de Goma, de mais de 2 milhões de habitantes.
Mas a OMS disse estar confiante nas ações de contenção. “Esperamos que, com as medidas que implementamos, não haja mais transmissão do ebola em Goma”, disse seu diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
O pastor infectado viajou de ônibus por 200 km da cidade de Butembo, onde esteve em contato com pessoas com ebola, até Goma.
O Ministério da Saúde disse em um comunicado que há um baixo risco de propagação da doença, porque todos os outros ocupantes do ônibus – um motorista e mais 18 passageiros – foram rastreados e seriam vacinados nesta segunda-feira, 15 de julho.
“Por causa da velocidade com que o paciente foi identificado e isolado, bem como a identificação de todos os passageiros, o risco de o vírus se espalhar por Goma permanece pequeno.”
Mais de 1.600 pessoas morreram desde o início do surto de ebola no leste da República Democrática do Congo há um ano – o segundo maior surto de todos os tempos.
Goma é um importante centro comercial e cultural na fronteira com Ruanda e tem ligações de transporte com toda a região leste do país. Cerca de 3.000 profissionais de saúde que atuam cidade já foram vacinados.
A tensão atravessou a fronteira, e Ruanda disse estar em alerta máximo para o ebola.
A ministra da Saúde, Diane Gashumba, foi à cidade fronteiriça de Gisenyi depois que o caso de Goma foi confirmado. Há livre circulação de pessoas entre as duas cidades.
Segundo Gashumba, as pessoas deveriam “pensar duas vezes antes de irem para onde há a doença”.
Desconfiança generalizada nas autoridades favorece propagação do vírus
O ebola infecta seres humanos por meio do contato próximo com pessoas ou animais infectados, incluindo chimpanzés, morcegos frugívoros e antílopes da floresta.
O vírus pode então se espalhar rapidamente quando pessoas têm contato direto com lesões na pele, na boca e no nariz ou com sangue, vômito, fezes ou fluidos corporais de alguém que tem o vírus, ou indiretamente, ao ficarem em ambientes contaminados.
O ebola inicialmente causa sintomas como febre súbita, fraqueza intensa, dor muscular e dor de garganta. O quadro depois progride para vômitos, diarreia e sangramento interno e externo. Os pacientes tendem a morrer de desidratação e falência múltipla de órgãos.
O ebola é um grande desafio para os profissionais de saúde da República Democrática do Congo que lutam para conter sua disseminação.
“As pessoas ainda têm medo de ir às clínicas de saúde se estiverem com sintomas de ebola”, diz Tariq Riebl, diretor de resposta a emergências de ebola da organização não governamental International Rescue Committee.
OMS não considera surto um caso de emergência global
Décadas de conflito no leste da República Democrática do Congo geraram uma desconfiança generalizada das autoridades, e isso tem um impacto sobre a propagação da doença, de acordo com autores de um relatório recente.
O atual surto no leste da República Democrática do Congo começou em 2018 e é o décimo a atingir o país desde 1976, quando o vírus foi descoberto pela primeira vez.
A epidemia na África Ocidental entre 2014 e 2016, que afetou 28.616 pessoas e fez 11.310 vítimas fatais, principalmente na Guiné, Libéria e Serra Leoa, foi o maior surto do vírus já registrado.
Desde o início do atual surto, a Organização Mundial de Saúde optou em três ocasiões diferentes não declará-lo como uma situação de emergência de saúde global.
Robert Steffen, presidente do comitê de emergência para ebola da OMS, disse em abril que adotar essa medida não mudaria nada nas ações de combate ao vírus no país.
Mas o Reino Unido pediu na semana passada que o órgão fizesse isso para facilitar a arrecadação internacional de fundos para lutar contra a disseminação da doença.
BBC
Saúde
MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.
Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.
A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.
“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.
O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.
Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.
O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.
Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.
As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.
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