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Saúde

Chá de sene pode provocar alterações intestinais

Existe uma variedade enorme de chás e não faltam pesquisas comprovando seus benefícios à saúde. Cada tipo de planta tem características e benefícios, como diminuir a ansiedade, melhorar a digestão, controlar a pressão e acelerar a queima calórica.

Entretanto, ao tomar chá, é preciso também tomar cuidado. Em alguns casos, eles podem provocar efeitos colaterais sérios, como aconteceu com a técnica de enfermagem Valdenice Soares da Silva.

Valdenice sofre com o intestino preso e queria perder vinte quilos. As amigas recomendaram chá de sene. “Eu comecei a tomar com as duas ideias, tanto de emagrecer quanto de regular o intestino. Me falaram que era bom para as duas situações”.

Mas nenhuma delas acontece e pior: ela passou mal. “O primeiro dia foi o pior. Tomei à noite e de madrugada passei mal. Foi um efeito devastador. No segundo dia eu ainda estava com diarreia. Fui começar a melhorar no terceiro dia”.

Ela acha que errou na quantidade de chá de sene. Depois da experiência, decidiu experimentar outras formas para emagrecer. “Estou fazendo atividade física, melhorando a alimentação”. E o chá é só para relaxar! “Tomo um chá de camomila à noite, mas de sachê! Aí não tem risco de errar na quantidade, né”.

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A nutricionista Maria Angélica Fiut explica que os chás em sachês podem ser consumidos diariamente. Contudo, os chás medicinais (feitos com partes da planta – flores, talos e sementes) não devem ser usados por tempo prolongado, pois contêm substâncias que, em excesso, podem ser prejudiciais.

Antes de tomar chá com efeito laxativo:

  • Saiba o motivo da sua prisão de ventre, antes de consumi-los.
  • Chá laxante não emagrece! Ele só ajuda a eliminar as fezes, mas não elimina gordura.
  • Não consuma esse chá por mais de 10 dias. O uso prolongado pode causar diarreia.

Veja os riscos do consumo exagerado dos chás medicinais mais consumidos:

Como preparar uma infusão?

A infusão de ervas é a melhor forma de consumir os chás porque são preservadas as partes principais das folhas e os efeitos benéficos de seus componentes.

Coloque a erva em uma xícara de porcelana ou de vidro e acrescente água fervente. Misture e cubra, deixando repousar por 5 a 10 minutos até atingir a temperatura apropriada para consumo. A quantidade é de 1 colher de sobremesa para cada xícara de água fervente.

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A técnica de infusão é aplicada para preparação de chás de folhas e flores, exemplo, hibisco, cavalinha e camomila.

Os chás devem ser preparados preferencialmente em doses individuais e ser consumidos imediatamente. Porém, quando as doses são muito frequentes, podem ser preparados em quantidade maior, mas sempre para consumo no mesmo dia. Neste caso, deve-se manter o recipiente com o chá bem fechado e guardado na geladeira para que os benefícios do chá não sejam perdidos.

A maioria dos chás têm cafeína, por isso, o consumo não pode ser exagerado.

Bem Estar

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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