Saúde
Casal perde guarda de filho por recusar quimioterapia
A decisão judicial tomada na segunda-feira contra os pais, Taylor Bland e Joshua McAdams, ocorreu depois que sua tentativa de tratamento alternativo chamou atenção nacional.
O garoto foi retirado dos pais depois que eles pararam de levá-lo à quimioterapia e se mudaram do estado.
Os pais estão “obviamente arrasados”, disse a advogada do casal à imprensa americana.
“N. está passando por uma experiência médica absolutamente traumática e está fazendo isso sem os pais”, disse a advogada Brooke Elvington.
Depois que o garoto, cujo nome a BBC vai omitir, foi diagnosticado com leucemia linfoblástica aguda em abril, seus pais optaram por tratá-lo com maconha, oxigenoterapia, ervas e água alcalina.
A cannabis medicinal é legal na Flórida.
Em maio, eles perderam a custódia após terem faltado a uma sessão de quimioterapia e “se recusarem a dar seguimento a cuidados médicos que salvam vidas”, segundo a polícia.
Busca policial
Eles foram encontrados em Kentucky após uma caçada em vários estados. O menino recebeu ordem de morar com a avó e receber tratamento médico padrão.
Na segunda-feira, o juiz Thomas Palermo, do tribunal do Condado de Hillsborough, disse que a criança enfrentaria “risco substancial de negligência iminente” se fosse devolvida aos pais.
Manter o menino sob a custódia de sua avó materna “é a única maneira de garantir a saúde, a segurança e o bem-estar”, disse ele, segundo a NBC News.
A quimioterapia é frequentemente associada a efeitos colaterais debilitantes, mas muitos tipos de quimioterapia moderna causam apenas problemas leves.
De acordo com o Hospital de Pesquisa Infantil de St. Jude, cerca de 98% das crianças com leucemia linfoblástica aguda entram em remissão poucas semanas após o início do tratamento, e cerca de 90% das crianças são curadas.
A advogada de Bland e McAdams disse que o casal está considerando entrar com um recurso.
“[Ele] tem que estar na casa dos pais”, disse ela.
BBC
Saúde
Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.
Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.
O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.
Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.
Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.
Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.
A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.
O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.
Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.
Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.
Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.
Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.
Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.
*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
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