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Saúde

Aprender várias coisas ao mesmo tempo é o melhor remédio

Em qualquer idade, aprender coisas novas é um desafio. A diferença é que, enquanto as crianças se divertem tentando superar seus limites, quanto mais velho ficamos, maiores as chances de não querermos sair da zona de conforto. Um bom exemplo é a tecnologia: todos conhecem alguém – e muitos vestirão a carapuça – que diz que não se entende com o mundo digital e pronto. Ou seja, simplesmente abre mão da possibilidade de se aventurar por mares nunca dantes navegados.

Para os cientistas, está claro que temos que nos esforçar para manter essa chama acesa. Se você se sente meio intimidado diante de algo desconhecido, que vai demandar uma dose de empenho, a receita para a superação é se dedicar a aprender não uma, mas duas ou três coisas – ao mesmo tempo e sem medo de errar. Esse é o tema do estudo que a psicóloga Rachel Wu, da University of California Riverside, publicou em junho no “The Journals of Gerontology”: ela diz que uma forma de prevenir o declínio cognitivo é justamente fazer como as crianças.

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“É se comportar como uma esponja, absorvendo conhecimentos o tempo todo”, afirmou a pesquisadora. “A motivação deve ser nosso combustível para buscar o aprendizado contínuo, sempre nos propondo novos desafios a serem alcançados”, completou, lembrando que, entre a infância e o início da vida adulta, todo ser humano aprende a dominar diversas habilidades simultaneamente. Esse fluxo nunca deveria ser interrompido.

Estudos anteriores já haviam demonstrado os benefícios de ampliar as habilidades. No entanto, o monitoramento era realizado em indivíduos que frequentavam um curso de cada vez. O time de Rachel Wu propôs algo diferente. Reuniu pessoas entre 58 e 86 anos que fizeram de três a cinco atividades diferentes ao longo de três meses: espanhol; como usar um iPad; fotografia; desenho e pintura; e música. Os alunos dedicavam-se a cerca de 15 horas semanais às aulas e se submeteram a testes antes, durante e depois do experimento.

Apenas um mês e meio depois do início dos cursos, os ganhos em áreas como a da memória, por exemplo, já os colocavam em patamar similar ao de indivíduos de meia-idade. “Depois de seis semanas de estímulo com aprendizados simultâneos, conseguimos criar uma ‘ponte’ de 30 anos. O estudo mostrou que adultos mais velhos podem aprender diferentes habilidades simultaneamente e que isso traz um incremento para sua capacidade cognitiva”, ressaltou a professora. O prêmio desse desafio é manter independência e autonomia na velhice.

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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