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Saúde

2020 pode ser o ano da tecnologia voltada para a longevidade

Ano passado, Apple, Amazon, Google, Microsoft e Facebook tiveram 41% do seu faturamento nos Estados Unidos – algo em torno de 150 bilhões de dólares, o equivalente a 600 bi de reais – vinculados ao chamado “mercado da longevidade”. Traduzindo: o público acima dos 50 anos está cada vez mais ativo, presente e sedento de ferramentas e informações voltadas para um envelhecimento saudável. E quando se fala de bem-estar nessa fase da vida, estamos nos referindo a quatro pilares que merecem atenção: físico, mental, social e financeiro.

Diante desse cenário, será realizado em Londres, em abril do ano que vem, a segunda edição do Longevity Leaders World Congress. O evento reunirá as maiores autoridades mundiais no campo da longevidade, de cientistas a investidores e CEOs de empresas de seguros. Seus organizadores apostam que 2020 será o ano em que a “age tech”, isto é, a tecnologia a serviço do envelhecimento, ganhará tanta visibilidade quanto as “fintechs”, as startups financeiras que são as queridinhas do mercado.

O congresso pretende se debruçar sobre um tripé: a ciência do envelhecimento (ageing science) e seu potencial de novos tratamentos que aumentem a expectativa de vida; bem-estar na velhice (ageing well), que inclui os produtos e serviços voltados para este segmento; e os riscos da longevidade (longevity risk), com as métricas do impacto econômico desse processo. Afinal, uma humanidade mais longeva exige saídas para viabilizar que as pessoas tenham a segurança financeira de que precisam.

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Um dos participantes é Aubrey de Grey, polêmico cientista inglês que trabalha com a proposta de uma medicina regenerativa, capaz de “derrotar” o processo de envelhecimento. Ele esteve na primeira edição, realizada em fevereiro deste ano, e prevê que, em menos de duas décadas, haverá tratamentos capazes de reparar os danos causados pelo passar dos anos antes que se transformem em patologias. Na sua opinião, isso derrubará o que chama de “fatalismo” de imaginar que a idade cronológica avançada de uma pessoa significa que sua vida está perto do fim. “Se não formos nesta direção estaremos condenando um monte de gente a uma morte prematura, e isso para mim é imoral”, diz.

Por volta de 2050, haverá no planeta mais gente acima dos 60 do que crianças e jovens entre dez e 24 anos. O poder de consumo dos idosos estará na casa dos 17 trilhões de dólares (a astronômica cifra de quase 70 trilhões de reais), mas o envelhecimento da população mundial terá impacto em todos os setores: trabalho, lazer, finanças, serviços de saúde, educação. As políticas públicas e o mundo dos negócios ainda engatinham quando se trata do tema, mas essa já é uma realidade que demanda ações a serem postas em prática o quanto antes.

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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