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Saúde

Com quatro casos registrados, Prefeitura de Primavera do Leste intensifica campanha contra o sarampo

Em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a Prefeitura de Primavera do Leste aplicou 5.048 doses da vacina tríplice viral entre os dias 1º e 13 de outubro de 2025, reforçando as ações de prevenção contra o sarampo.

No acumulado do ano, o município já contabiliza 9.239 doses aplicadas, sendo 3.184 entre janeiro e agosto e 1.007 apenas em setembro. Em todo o estado de Mato Grosso, as prefeituras aplicaram 112.370 doses da vacina tríplice viral ao longo de 2025.

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, destacou a importância da imunização. “A vacinação é gratuita por meio do SUS e é fundamental que a população procure os postos de saúde para se imunizar e vacinar as crianças. Essa é a principal forma de prevenção contra o sarampo.”

A superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes, informou que, no dia 28 de setembro, a unidade móvel do programa Imuniza Mais MT, foi cedida à Prefeitura de Primavera do Leste para apoiar as ações de vacinação no município.

Segundo ela, a parceria tem sido essencial para ampliar o alcance da campanha. “A SES realiza um trabalho contínuo de vigilância para prevenir e controlar o sarampo em Mato Grosso. Em Primavera do Leste, as ações conjuntas já resultaram no aumento da cobertura vacinal, especialmente com a chegada da unidade móvel a locais mais afastados do centro, facilitando o acesso da população à vacina.”

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As iniciativas incluíram campanhas itinerantes, atendimentos noturnos em postos estratégicos e divulgação de orientações à população.

Alessandra lembrou ainda que, desde agosto, a SES implantou a “dose zero” da vacina contra o sarampo para crianças entre 6 meses e 11 meses e 29 dias em todo o estado. “Essa medida é uma proteção antecipada diante do cenário atual e não substitui as doses de rotina, que devem ser aplicadas aos 12 e 15 meses de idade”, explicou.

Adultos sem registro vacinal ou com esquema incompleto também devem procurar os postos de saúde. As recomendações são:

De 1 a 29 anos: duas doses;

De 30 a 59 anos: uma dose;

Acima de 60 anos: não há necessidade de novas doses.

Situação do sarampo em Mato Grosso

Até o momento, quatro casos de sarampo foram confirmados em Mato Grosso, todos no município de Primavera do Leste. Três pacientes haviam viajado recentemente à Bolívia e retornaram já com sintomas; o quarto caso é de um familiar das pessoas infectadas. Nenhum dos quatro tinha registro de vacinação.

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Um caso suspeito em Várzea Grande, envolvendo um menino de 9 anos, foi descartado.

No total, o estado recebeu 87 notificações de possíveis casos de sarampo. Desses, 58 foram descartados e 25 permanecem em investigação nos seguintes municípios: Alto Garças (1), Araputanga (1), Cáceres (1), Campo Novo do Parecis (1), Cuiabá (1), Curvelândia (1), General Carneiro (2), Novo São Joaquim (2), Nova Lacerda (1), Nova Monte Verde (1), Pontes e Lacerda (5), Primavera do Leste (4), Sorriso (1) e Várzea Grande (3).

A SES atua em conjunto com as Secretarias Municipais de Saúde, garantindo:

a distribuição de vacinas,

o monitoramento da cobertura vacinal,

a investigação de casos suspeitos,

a capacitação de profissionais de saúde,

a assessoria técnica aos municípios e

a análise de cenários epidemiológicos para subsidiar decisões.

Até terça-feira (14 de outubro), a cobertura da vacina tríplice viral no estado alcançava 90,1% na primeira dose e 69,4% na segunda dose, índices ainda abaixo do ideal, que é 95% para ambas.

Além disso, foram aplicadas 4.255 doses da vacina dupla viral como dose zero para crianças menores de 1 ano em Mato Grosso.

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Mato Grosso

Falta de atendimento especializado amplia desafios de famílias com crianças neurodivergentes afirma Max Russi

 

Psicólogos, fonoaudiólogos e equipes multiprofissionais são fundamentais para o desenvolvimento infantil; dificuldade de acesso é maior nos municípios do interior

Garantir atendimento adequado às crianças neurodivergentes ainda é um desafio para muitas famílias em Mato Grosso, especialmente nos municípios do interior, onde a oferta de psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais especializados é mais limitada.

O tema ganhou destaque após o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), defender a ampliação da rede de atendimento às crianças neurodivergentes e seus familiares. A declaração foi feita durante encontro com psicólogos, assistentes sociais e servidores, realizado em Cuiabá.

Segundo o parlamentar, a dificuldade para conseguir atendimento especializado tem aparecido de forma recorrente em agendas realizadas pelo interior do estado. Entre os profissionais apontados como necessários estão psicólogos, fonoaudiólogos e outros especialistas que atuam no acompanhamento de crianças com diferentes condições do neurodesenvolvimento.

Crianças neurodivergentes podem apresentar necessidades distintas relacionadas à comunicação, aprendizagem, comportamento, interação social, autonomia e desenvolvimento motor. Por isso, o acompanhamento precisa considerar as características e necessidades de cada criança, podendo envolver diferentes áreas profissionais.

Atendimento especializado pode fazer diferença

O cuidado adequado durante a infância pode contribuir para o desenvolvimento da comunicação, da autonomia, da aprendizagem e da participação da criança nos ambientes familiar, escolar e social.

Em muitos casos, o acompanhamento envolve diferentes profissionais, formando uma rede capaz de atender necessidades específicas de cada criança.

A dificuldade surge quando esses serviços não estão disponíveis perto de onde a família mora.

Nos municípios menores, pais e responsáveis muitas vezes precisam buscar atendimento em outras cidades, enfrentar longos deslocamentos ou recorrer à rede particular. Para famílias de menor renda, esses obstáculos podem dificultar ainda mais a continuidade do acompanhamento.

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Interior enfrenta maior dificuldade

Durante o encontro realizado em Cuiabá, Max Russi afirmou que a situação é especialmente preocupante fora dos grandes centros.

“Precisamos avançar nessa política pública. É uma necessidade do nosso estado. Se temos dificuldades na capital, imagine no interior, onde é ainda mais difícil encontrar profissionais. Precisamos construir algo que consiga chegar aos municípios de Mato Grosso”, afirmou.

A proposta defendida pelo deputado é discutir uma política pública estadual que possa complementar o atendimento oferecido pelas prefeituras e ampliar a presença de profissionais especializados nos municípios.

A ideia ainda está em fase de discussão e, até o momento, não foi apresentado publicamente um programa estadual específico com orçamento, quantidade de profissionais ou cronograma de implantação detalhado.

Famílias também precisam de suporte

A falta de atendimento não afeta apenas a criança. Toda a rotina familiar pode ser alterada.

Pais e responsáveis podem precisar reduzir jornadas de trabalho, deixar empregos ou reorganizar completamente a rotina para acompanhar consultas, terapias e avaliações.

O impacto costuma ser ainda maior entre famílias com menor renda, que têm menos condições de custear atendimentos particulares ou viajar frequentemente para outros municípios.

Max Russi destacou justamente essa dificuldade ao defender maior participação do Estado no atendimento.

“Quanto mais humilde a família, maior é a dificuldade. Muitas mães não conseguem trabalhar porque não têm onde deixar o filho, não conseguem o tratamento, o laudo ou o cuidado necessário. Nós precisamos enfrentar isso”, declarou.

Rede precisa envolver saúde, educação e assistência

O atendimento às crianças neurodivergentes não depende apenas da área da saúde.

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Escolas, profissionais da educação, serviços de assistência social e unidades de saúde precisam atuar de forma integrada para que as necessidades das crianças sejam identificadas e acompanhadas.

A participação da família também é essencial. Pais e responsáveis convivem diariamente com a criança e podem contribuir com informações importantes sobre comportamento, comunicação, aprendizagem e desenvolvimento.

Por isso, profissionais da área defendem que políticas públicas sejam construídas levando em consideração a realidade das próprias famílias e de quem trabalha diretamente no atendimento.

Durante o encontro, também foi defendida a necessidade de uma escuta mais próxima dos profissionais envolvidos na assistência às pessoas neurodivergentes e com deficiência.

Desafio é transformar discussão em política permanente

A discussão sobre o atendimento às pessoas neurodivergentes já vinha sendo abordada anteriormente por Max Russi. Em julho, durante visita a um projeto social em Cuiabá, o parlamentar afirmou que políticas voltadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e seus familiares deveriam integrar as discussões dos programas de governo.

Agora, o debate volta ao centro das atenções com a defesa de uma estrutura estadual mais ampla.

Para as famílias, ampliar a presença de profissionais especializados pode significar menos deslocamentos, redução de despesas e maior continuidade no acompanhamento das crianças.

Para o poder público, o desafio será transformar a demanda em uma rede permanente, com capacidade para chegar também aos municípios menores e garantir que a distância dos grandes centros não seja um obstáculo para o acesso ao cuidado especializado.

A proposta defendida por Max ocorre durante o período eleitoral de 2026. O deputado é candidato à reeleição e tem apresentado o tema entre as pautas discutidas em suas agendas de campanha.

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