Saúde
Secretária de Saúde alerta para o aumento de casos de COVID-19 em Nova Mutum/MT
Sônia Ávila pede a cooperação de todos para evitar que o vírus se alastre e traga consequências mais graves
Na tarde desta terça-feria, 30 a secretária de saúde de Nova Mutum, Sonia Ávila, usou as redes sociais da Prefeitura Municipal para fazer um alerta quanto a detecção do aumento dos casos de COVID-19 e a nova variante JN 2.5 em circulação no estado.
Sônia não citou nenhum tipo de medida mais dura, mas disse que a população precisa colaborar e voltar a utilizar máscaras em caso de estar gripado, em unidades de saúde e locais de grande aglomeração para que evitemos a proliferação do vírus. Outro cuidado necessário segundo Sônia é a volta do hábito de lavar as mãos com frequência.
Em seu breve pronunciamento, Sônia não citou o numero de casos ativos no município mas afirmou haverem tres pacientes internados em decorrencia da doença, entre eles uma criança de 10 meses de vida. Entre 01 e 28 de janeiro, Nova Mutum confirmou 84 casos de Covid-19, com um total de 402 casos notificados até o momento e três pessoas hospitalizadas.
Vale ressaltar que a situação registrou um agravo na ultima semana em todo o estado e tres municípios já determinaram por meio de decreto que as máscaras voltem a serem utilizadas pela população, como é o caso de Cáceres, Nova Xavantina e Água Boa.
A situação naturalmente causa um certo desconforto e temos na sociedade e coloca à mesa um sério questionamento em relação a volta as aulas previstas para a semana que vem. Por enquanto, os governos federal, estadual e municipal não falam em adiamento, porém espera-se um pronunciamento sobre o sim ou o não nas próximas horas.
Saúde
MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.
Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.
A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.
“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.
O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.
Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.
O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.
Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.
As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.
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