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Relator vota no STF pela proibição de venda de estatais sem aval do Congresso

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta quarta-feira (5) para vetar a venda de estatais pelo governo federal sem aval do Congresso e sem a realização de licitação quando esta implicar na perda do controle acionário pelo poder público.

O Supremo retomou o julgamento sobre a questão na tarde desta quarta. Os demais ministros ainda vão apresentar os votos. A decisão a ser tomada também valerá para governos estaduais e prefeituras – se é exigida ou não a concordância de assembleias e câmaras municipais no caso de venda de empresas públicas.

O plenário vai decidir se referenda ou se derruba uma decisão liminar (provisória) concedida em junho do ano passado pelo ministro Ricardo Lewandowski, relator das ações, entendendo que o aval legislativo e a licitação são obrigatórios quando houver perda do controle acionário das empresas públicas.

Voto do relator

Em seu voto, no mérito da ação, o ministro Ricardo Lewandowski manteve seu entendimento. O ministro afirmou que “crescentes desestatizações” poderão trazer prejuízos ao país e que “não se pode deixar de levar em consideração que os processos de desestatização são conformados por procedimentos peculiares, dentre os quais, ao menos numa primeira análise do tema, encontra-se a manifestação autorizativa do Parlamento”.

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Segundo o ministro, é necessária autorização de lei para a venda das empresas públicas sempre que houver perda do controle acionário. “A Carta de 1988 exige sempre a aquiescência do Poder Legislativo aos processos de criação de entidade governamental dessa espécie, ainda que tenha sido criada para explorar atividade econômica em sentido estrito”, afirmou o ministro.

Segundo Lewandowski, “não poderia o Estado abrir mão da exploração de determinada atividade econômica, expressamente autorizada por lei, sem a necessária participação do seu órgão de representação popular, porque tal decisão não compete apenas ao Chefe do Poder Executivo”.

Conforme o ministro, a lei de privatização prevê que, preferencialmente, deve ser pulverizar as ações “para que não se concentrem essas ações nas mãos de um ente privado”. “O que importa a meu ver é a participação do maior número de pessoas nas ações das empresas”, disse.

“Nesse sentido, permitir a venda direta de ações, em montante suficiente a perder o controle societário de empresa estatal, de maneira a impossibilitar a concorrência pública, poderia atentar contra o texto constitucional, o qual consigna que as alienações serão realizadas mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes”, disse.

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G1 Política

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Lula e Flávio Bolsonaro participam de eventos em Mato Grosso no mesmo dia

Os dois principais candidatos à presidência deverão estar, no mesmo dia, em Mato Grosso. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tentará a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) cumprirão agendas no estado no próximo dia 20.

Lula estará na inauguração do Terminal Ferroviário da Rumo, no entorno da BR-070, município de Dom Aquino. A solenidade marca a entrega da primeira etapa da ferrovia estadual que, quando pronta, ligará os municípios de Rondonópolis a Lucas do Rio Verde. A inauguração estava marcada para o próximo dia 19, mas foi alterada justamente para que Lula pudesse participar do evento.

O novo terminal terá capacidade para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, ampliando a capacidade logística do Estado e reduzindo a dependência do transporte rodoviário. Apenas nesta primeira etapa foram investidos R$ 5 bilhões.

Já a vinda de Flávio foi confirmada pelo próprio senador, que participará de mais uma edição a Marcha para Jesus, evento voltado ao público evangélico, realizado em Cuiabá. Os organizadores do ato, que será realizado na tarde do dia 20, também confirmaram a presença de diversos políticos mato-grossenses de direita. (RD News)

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