Política
PDT em Diamantino convida Cleber Soares para o partido, quer eleger prefeito e multiplicar o número de vereadores
O partido Democrático Trabalhista (PDT), de Diamantino está se fortalecendo a cada dia, e se preparando para disputar as eleições municipais de outubro de 2024, como a maioria dos partidos e dos postulantes ao cargo de prefeito se anteciparam para discutir a sucessão em todas as cidades de Mato Grosso, em diamantino não está sendo diferente.
Segundo o presidente do Diretório Municipal da sigla em Diamantino, Uzias Máximo dos Santos, o partido vai trabalhar para eleger um prefeito na próxima eleição, e prepara o partido para vir cabeça de chapa em 2024.
Com vários nomes histórico filiados ao partido, o presidente destaca que o PDT trabalha com aproximadamente 3 nomes possíveis para a pré-candidatura ao executivo do município.
“Estamos sim, conversando para compor conosco, nomes expressivos como do nosso amigo Cleber Soares que na última eleição disputou o pleito de Prefeito pelo então Partido Democrático (DEM), pela sua expressividade acredito que ele possa vir somar com a gente, estando ou não em nossa legenda partidária”. Destacou.
Cleber Soares é assessor do deputado Júlio campos na Assembleia Legislativa, tem bom tramite político nos poderes da capital, inclusive tem seu nome na lista para assumir a Superintendência Estadual da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Foi assessor do ex-deputado Neri Geller, e tem o respeito e o companheirismo do Ministro Carlos Fávaro.
Segundo o presidente, o PDT de Diamantino é um partido extremamente democrático com a forte e decisiva opinião da Família Capistrano que tem sido o pilar deste partido a anos aqui, e que sempre decidiu em conjunto com os companheiros a melhor decisão para o partido, e desta vez também não será diferente. “Estamos trabalhando nos bastidores para mantermos a tradição municipal de sempre termos uma chapa forte. Nas últimas eleições fizemos três vereadores como foi o caso em 2016 e 2020, além de nosso querido Prefeito Eduardo Capistrano em 2016, ficando em segundo em 2020, por apenas 590 votos de diferença”. Ressaltou.
Com as novas regras de vagas para a disputa, distribuição de coeficiente e sobras no pleito do legislativo municipal, o partido almeja manter ou aumentar o número de cadeiras na câmara municipal.
O presidente destacou, e mandou um recado aos filiados, de que o partido precisa retornar ao executivo com um modelo de gestão voltada para o social e desenvolvimento do município, como foi durante o período de 2017/2020.
JB News
Política
TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.
O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.
No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.
A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.
Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.
Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.
A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.
Fonte Folhamax
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