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Política

País pode crescer mais de 2,5% em 2020 se novas reformas forem aprovadas

Diante do clima de otimismo nesta reta de final de ano, a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, já fala na possibilidade de o país crescer mais de 2,5% em 2020, principalmente num cenário em que as novas reformas enviadas ao Congresso sejam aprovadas no primeiro semestre do ano que vem. Segundo assessores de Guedes, o ambiente é favorável para a volta de um crescimento sustentável.

Por enquanto, oficialmente a previsão de crescimento do Ministério da Economia para 2020 é de 2,3%. Técnicos já falam que chegar a 2,5% no atual quadro é plenamente possível. Mas o crescimento poderia superar esse patamar, ficando entre 2,5% e 3%, se o Congresso aprovar principalmente as novas propostas de ajuste nas contas públicas previstas nas três propostas de emenda à Constituição (PEC) do pacto federativo.

Inicialmente, o governo Bolsonaro esperava votar neste ano pelo menos uma das PECs, a da emergência fiscal, que cria gatilhos de redução de despesas para União e estados sempre que entrem num período de grave crise fiscal. No caso da União, o gatilho seria acionado se o governo desrespeitasse a regra de ouro, que proíbe o Executivo de se endividar para bancar despesas correntes. No caso dos estados, se as despesas correntes ultrapassarem 95% de suas receitas.

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A aprovação da PEC ainda este ano, porém, não foi possível. Agora, a equipe econômica quer usar o recesso do Legislativo, em janeiro, para promover uma série de debates e reuniões com os relatores das três PECs e com líderes para “preparar o terreno” e buscar garantir a votação das propostas no primeiro semestre do ano que vem. A ideia é recomeçar os trabalhos do Congresso, em fevereiro, com um clima de discussão encaminhada e boa parte das negociações já feitas para iniciar de imediato as votações.

Neste ano, o governo avalia que será possível fechar com um crescimento de 1%. No começo do ano, a previsão era de uma alta do Produto Interno Bruto de 2,5%, mas as estimativas foram recuando e caindo para 0,85%. Agora, com a melhora do ritmo da economia, ainda gradual, as previsões apontam para algo na casa de 1%.

Na avaliação da equipe de Guedes, o país entra em ritmo mais acelerado no final de 2019 numa demonstração de que funcionou a estratégia de fazer o trabalho para redução dos gastos públicos. O governo já fala num déficit primário neste ano entre R$ 70 bilhões e R$ 80 bilhões, bem abaixo da meta inicial de um rombo nas contas públicas, de R$ 139 bilhões.

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G1

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Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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