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Oscar Bezerra volta ao Parlamento e faz defesa forte da região noroeste


Foto: Ronaldo Mazza

O deputado estadual Oscar Bezerra (PV) utilizou a tribuna do plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na sessão da manhã desta quarta-feira (23), para criticar o descaso do poder público com a região noroeste. O parlamentar reclamou principalmente das atuais condições da BR-174 que precisa de obras urgentes e sugeriu a realização de uma audiência pública, em Colniza, para debater o assunto.

Oscar Bezerra afirmou que a região está praticamente abandonada. O parlamentar afirmou que o poder público não tem dado assistência à região, pois não há praticamente nenhum representante do noroeste de Mato Grosso no Parlamento estadual. O deputado destacou que cidades como Juruena, Cotriguaçu, Aripuanã e Colniza, por exemplo, estão desassistidas pelo poder público. Ele cobrou medidas urgentes do governo, como a restauração da BR-174.

“Tenho aqui que enaltecer a coragem do governador Mauro Mendes (União) no sentido de assumir uma responsabilidade de algo que era do governo federal. Precisamos de ir além e dar celeridade ao processo da construção efetiva, através do processo licitatório. Não podemos deixar mais um ano sem lançar pelo menos um trecho daquela rodovia. Pessoas estão morrendo, porque não consegue sair uma ambulância com paciente de lá. As cidades da região não conseguem manter um frigorífico aberto, pois não tem estrada para que a carne de lá saia. Como elas vão conseguir elevar a arrecadação de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para o Estado”, questionou.

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De acordo com Oscar Bezerra, a falta de uma rodovia em bom estado impacta diretamente no desenvolvimento da região e, consequentemente, na arrecadação do governo do estado, através do ICMS. O parlamentar exaltou a proposta da realização de uma audiência pública para debater sobre os problemas da região, sugerida por um colega de Parlamento, mas ressaltou que o local do debate deve ser em Colniza, e não na capital.

“Vamos levar esta audiência pública para o final da linha da BR-174, lá em Colniza, porque senão teremos que colocar despesa no bolso de centenas de pessoas que querem contribuir para este debate. E faço um desafio maior ainda. Que ninguém vá de avião para a audiência pública, mas sim de carro, para participar efetivamente do sofrimento que as pessoas daquela região vivenciam. Façamos um ‘estradeiro’ até lá”, propôs.

Fonte: ALMT

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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