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Política

Metade dos brasileiros não apoiam segundo mandato para Lula, Aponta Estudo

Um estudo divulgado hoje pela Genial/Quaest revela que 55% dos participantes da pesquisa não acreditam que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mereça outro mandato presidencial, enquanto 42% acreditam que ele merece uma nova oportunidade. Apenas 3% dos entrevistados não deram uma resposta definitiva.

Os resultados mostram que o presidente enfrenta menos apoio entre os eleitores do sexo masculino, especialmente os mais jovens e com renda mais alta. Por exemplo, 59% dos homens e 57% dos entrevistados na faixa etária de 16 a 34 anos se mostraram contrários à ideia de reeleger Lula.

Além disso, a pesquisa revelou que os entrevistados com renda mais alta, especialmente aqueles que ganham mais de cinco salários mínimos, tendem a ser os mais críticos em relação à reeleição de Lula, com 66% deles expressando desaprovação. Por outro lado, entre aqueles que ganham até dois salários mínimos, 54% apoiam uma nova candidatura de Lula.

Regionalmente, o Sudeste se destacou como a região menos favorável a Lula, com 63% dos entrevistados se opondo à sua reeleição. No entanto, o Nordeste mostrou maior apoio ao ex-presidente, com 60% dos entrevistados favoráveis à sua permanência no cargo.

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Outro ponto interessante da pesquisa é a preferência por Lula em comparação com Bolsonaro para as próximas eleições presidenciais. Enquanto 47% dos entrevistados afirmam que votariam em Lula, apenas 39% expressam intenção de votar em Bolsonaro.

O levantamento foi realizado entre os dias 2 e 6 de maio, através de 2.045 entrevistas presenciais, com um nível de confiança de 95% e uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Tarcísio e Michelle Emergem como Possíveis Adversários Fortes

De acordo com a pesquisa da Quaest, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) são os dois nomes mais fortes do campo oposicionista para um possível enfrentamento contra Lula nas eleições de 2026, caso o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permaneça inelegível.

Segundo o estudo, Michelle é vista como a melhor alternativa por 28% dos eleitores, enquanto Tarcísio tem 24%. Com a margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.

Além de Tarcísio e Michelle, outros nomes mencionados pelos eleitores incluem o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), com 10%; o de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 7%; e o de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), com 5%. Um total de 26% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

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Entre os eleitores de Jair Bolsonaro, o nome de Michelle ganha ainda mais destaque. Entre eles, 41% preferem a ex-primeira-dama como opção contra Lula, enquanto 33% mencionam Tarcísio. Ratinho obteve 7%, e Caiado e Zema, 5%.

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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