Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Política

Medidas tomadas pela AL garantem geração de emprego e renda em MT

Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

A contribuição para a retomada de crescimento da economia de Mato Grosso para geração de emprego e renda, durante a crise sanitária e pós-pandemia, foi a marca registrada de todos os 24 parlamentares da Assembleia Legislativa. Nos últimos dois anos, eles apresentaram dezenas de proposta voltadas a auxiliarem o Governo do Estado no combate à crise financeira e, com isso, contribuir à redução do custo Mato Grosso.  

Entre as medidas adotadas para subsidiar o Executivo estadual na recuperação econômica, em março de 2020, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) criou o Observatório Socioeconômico. Entre os objetivos estava o de verificar quais medidas a Assembleia Legislativa, o Estado e a sociedade organizada deveriam tomar para enfrentar a pandemia da covid-19.   

Dentro desse contexto da crise sanitária e econômica, a força-tarefa foi fundamental para engendrar ações emergenciais para ajudar todos os setores, especialmente, micro- empreendedores a superar o momento de recessão econômica e, com isso, evitar a quebradeira de empresas em Mato Grosso.  

À época, o deputado Carlos Avallone (PSDB) foi definido como presidente do Observatório Socioeconômico. Ele contou com apoio de representantes da Federação das Indústrias (Fiemt), Câmara de Dirigentes Lojistas, Federação do Comércio, de Bens, Serviços e Turismo – Fecomércio, Associação Comercial e da Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM.  

Em 2021, a população estimada de Mato Grosso era de 3.567.234 milhões de pessoas. As informações são do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesse mesmo período, segundo o IBGE, o rendimento médio real do trabalho das pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas formalmente era de R$ 2.758.  

Os desafios enfrentados pela indústria de Mato Grosso – durante e pós-pandemia –  de acordo o superintendente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Mauro Santos, foram com a falta de matérias-primas para a produção às diversas cadeias produtivas em todo o Estado.   

“Em Mato Grosso a realidade econômica é impulsionada pelo agronegócio e pela agroindústria, por isso os resultados de crescimento são maiores que de outras regiões do país”, afirmou Mauro Santos. 

Mauro Santos afirmou que nos últimos 10 anos, o Produto Interno Bruto – PIB/MT -cresceu mais de 11% em média ao ano. Enquanto que a média nacional é de apenas 1%.  Em 2022, de acordo com o superintende, essa dinâmica vai continuar. “O mundo continuou comprando nossos grãos. Existe uma demanda pelos alimentos. Por isso a indústria em Mato Grosso cresce de forma significativa”, explicou.  

Leia Também:  Política de enfrentamento ao Alzheimer vira lei

Nesse contexto, de acordo com Santos, a Assembleia Legislativa teve um papel importante para a retomada econômica e com os cuidados especiais para a geração de emprego à população mato-grossense. “Essas ações foram importantes porque contribuíram para as indústrias e o Estado ajudarem na geração de empregos e no atendimento da saúde à população”, destacou Mauro Santos.  

Para minimizar à falta de empregos causada pela crise sanitária, os deputados Dr. Gimenez (PSD) e Valdir Barranco (PT) apresentaram projetos de lei similares, criando o Banco de Empregos para atender às pessoas remanescentes de famílias em vulnerabilidade social e financeira. O Projeto de Lei 586/2021, de autoria de Gimenez, foi apensado ao Projeto de Lei 541/2021, de Barranco, que recebeu parecer da Comissão de Trabalho e Administração Pública e está apto à votação em Plenário.  

 “Além do forte impacto emocional, esses cidadãos tiveram uma perda econômica muito grande, já que tiveram a sua renda drasticamente diminuída. Com o fechamento de postos de trabalho neste período, está sendo difícil principalmente para os mais jovens conseguirem emprego”, disse Gimenez.   

Barranco descartou a possibilidade de a proposta de criação de Banco de Empregos ser votada ainda neste ano, em função do calendário e das eleições de outubro. “A Assembleia está entrando numa fase de sessões cada vez mais apertada. E as sessões não têm avançado quando as pautas são de projetos dos deputados. Elas avançam muito, mas quando são mensagens do governo”, disse o petista.  

Nessa mesma linha, para acelerar o desempenho do estado no crescimento econômico pós-pandemia da covid-19, o deputado Wilson Santos (PSD) apresentou o Projeto de Lei 502/2020 que trata da desburocratização para a retomada da atividade econômica em Mato Grosso. A matéria ainda não foi votada pelo Parlamento. Ela está apta à apreciação em Plenário desde setembro de 2020. 

“A ideia é amenizar o crescimento do número de novos desempregados e de empresas que fecharam as portas em consequência da pandemia. E, se já era necessário anteriormente, torna-se imprescindível que o poder público promova ações que viabilizem a retomada econômica e facilite a vida daqueles que tenham coragem de investir e gerar empregos em meio a um cenário com tamanha imprevisibilidade”, afirmou Santos.  

Em outra iniciativa, o deputado Valdir Barranco apresentou o Projeto de Lei 59/2022 voltado a auxiliar as famílias mais vulneráveis, por causa da crise sanitária. A proposta cria o Programa Emprega MT. Pela proposta, todos os editais de licitação e contratos da administração pública direta e indireta do Estado de Mato Grosso devem prever a reserva de vagas para os beneficiários do programa à execução de obras ou serviços. A proposta está sob análise da Comissão de Trabalho e Administração Pública.  

Leia Também:  TVAL fará entrevistas com candidatos ao Senado e ao governo de MT

“A pandemia fez milhares de vítimas em todo o estado. Apesar de todos os esforços adotados para combatê-la, houve grave retração na economia e drástica diminuição nas vagas de emprego. Por isso, a proposta vem para auxiliar as famílias mais vulneráveis, para que seus membros possam ter acesso o reingresso ao mercado de trabalho”, disse Barranco. 

 Enquanto isso, o deputado Carlos Avallone, com o intuito em  minimizar a dependência das mulheres diante de seus parceiros e combater o desemprego agravado pela covid-19, destinou R$ 500 mil de emendas parlamentares para financiar programas de capacitação e qualificação profissional das mulheres.  

Neste ano de 2022, Avallone vai reforçar o Projeto Qualificar, destinando mais R$ 400 mil para atender os municípios da baixada cuiabana, com foco estendido para o segmento do turismo e para os assentamentos rurais. Em 2021, o deputado destinou R$ 106 mil para cursos de capacitação de mulheres que começaram a ser ministrados em março e vai até maio deste ano, em Cuiabá.  

O Parlamento também apoiou a decisão administrativa do governador Mauro Mendes (União) em reduzir o Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) para os setores de gasolina, comunicação, gás natural e diesel, a partir de janeiro de 2022. 

De acordo com o deputado estadual Wilson Santos (PSD), a medida foi fundamental para a retomada do desenvolvimento e do crescimento da economia, gerando mais emprego e mais renda e até maior arrecadação em favor do Estado. 

 “Ao reduzir a alíquota de tributos é possível atender a população com uma carga tributária suportável. Essa medida certamente vai atrair empresas e ainda gerar mais consumo, permitindo que tenhamos mais emprego e renda”, disse Santos. 

 A proposta chancelada pelos deputados reduziu o ICMS da energia elétrica (de 25% e 27% para 17% a todos os setores), dos serviços de comunicação, como internet e telefonia (de 25% e 30% para 17%), da gasolina (de 25% para 23%), do diesel (de 17% para 16%), do gás industrial (de 17% para 12%) e do uso do sistema de distribuição da energia solar (de 25% para 17%).  

Fonte: link

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

Leia Também:  Separação de salas de espera entre pacientes do SUS e convênios pode ser proibida em MT

A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

Leia Também:  Política de enfrentamento ao Alzheimer vira lei

Fonte Folhamax

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA