Política
Maia recebe deputados para discutir reformas da Previdência e Tributária
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recebeu na manhã desta terça-feira (2) um grupo de deputados de diferentes partidos para discutir as reformas da Previdência e Tributária.
O encontro aconteceu na residência oficial da presidência da Câmara. Os parlamentares começaram a chegar por volta de 9h30 e deixaram o local em torno das 13h.
Considerada prioritária pela equipe econômica para recuperar as contas públicas, a reforma da Previdência começou a tramitar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara na semana passada com a indicação do relator, deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG).
A expectativa dele é a de que seja votada no colegiado entre os dias 16 e 17 de abril.
Na CCJ, os deputados analisarão se a proposta do governo Jair Bolsonaro, que mexe nas regras de aposentadoria, não fere princípios constitucionais.
Se o texto for aprovado, seguirá para uma comissão especial, na qual o conteúdo será discutido pelos parlamentares. Só depois seguirá para o plenário, onde precisará passar por dois turnos de votação.
Líderes de 13 partidos, que somam quase 300 deputados, já manifestaram apoio à matéria, mas vetaram mudanças na aposentaria rural e nas regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a pessoas com deficiência e idosos carentes.
Tributária
A reunião também servirá para discutir a reforma tributária, considerada outra prioridade pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia, após a aprovação da Previdência.
Para debater o tema com os parlamentares, foi convidado o economista Bernard Appy, especialista na área.
Entre os presentes ao encontro estavam os líderes partidários Delegado Waldir (PSL-GO), Baleia Rossi (MDB-SP), Marcel Van Hattem (Novo-RS), Wellington Roberto (PR-PR), Jonathan de Jesus (PRB-RR), Fred Costa (Patri-MG), Toninho Wandscheer (PROS-PR), Daniel Coelho (Cidadania-PE) e Pedro Lucas Fernandes (PTB-MA), além de Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), líder da Maioria na Câmara.
Também acompanharam a reunião os deputados Mauro Benevides Filho (PDT-CE), Alexis Fonteyne (Novo-SP), Luis Miranda (PSL-SP), que é coordenador Frente Parlamentar Mista da Reforma Tributária, e Kim Kataguiri (DEM-SP).
O presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), também compareceu ao encontro.
G1 Política
Política
TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.
O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.
No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.
A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.
Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.
Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.
A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.
Fonte Folhamax
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