Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Política

Governador promete mais operações contra facções: “Nós vamos sufocar”

O governador Mauro Mendes (União Brasil) garantiu que pediu “máximo empenho” às forças de Segurança Pública para barrar o crescimento do crime organizado em Mato Grosso. Com isso, o gestor afirma que serão feitas ainda mais operações policiais para “sufocar” os criminosos.

“Nós temos feito um esforço muito grande, por isso,  esse aumento das operações. Eu chamei o secretário Roveri, a delegada Maidel, conversei com todos eles e pedi o máximo de empenho possível. Operações em cima de operações. Vamos sufocar para tentar controlar esse crescimento que está no Brasil inteiro. Vão ter muitas operações, vai ter muita ação coordenada pela Polícia Civil, pelas ações de segurança e o governo tem feito todos os investimentos possíveis”, garantiu o governador, em entrevista à Rádio CBN Cuiabá, na manhã desta segunda-feira (10).

Mauro Mendes ressaltou que o crescimento do crime organizado não é “exclusivo” de Estado e existe no Brasil todo, mas garante que em Mato Grosso o índice de resolução dos casos está em torno de 80%, que é acima da média do restante do país. No entanto, o governador criticou o Congresso Nacional por não criar leis mais rigorosas que mantenha os criminosos presos e disse que é preciso “coragem” para tomar as medidas corretas.

Leia Também:  Morre Papa Francisco aos 88 anos de idade, deixando sua marca numa jornada marcada pela história mundial

“Qualquer crime aqui é identificado o autor e na maioria das vezes,  ele é preso e levado aos tribunais […]  se tem um problema tem solução, mas falta coragem para tomar as medidas corretas. O que está faltando hoje para o Congresso Nacional é entender que tem bandido que foi preso 5, 6 vezes durante o ano e solto na audiência de custódia. Os policiais ficam até irritados. Precisamos mudar essa lei. O cara vai lá, mata um pai de família e pega 18 anos, depois cumpre um sexto e está em liberdade de novo. É terrível isso. Nós temos que entender que é sobre as leis que a polícia age, que o Judiciário tem que agir e quem faz isso é o Congresso Nacional”, pontuou o governador.

O gestor ainda argumentou que todos os índices de Segurança Pública pioraram nos últimos 40 anos, independente de quem estava governando o país  e que enquanto não houver leis mais inteligentes,  não iremos ganhar a guerra contra o crime organizado.

“As leis são as regras pelas quais funcionam o nosso país, o nosso judiciário e todas as área. Se essas regras estão equivocadas vai continuar acontecendo esse monte de coisa aí que está acontecendo no Brasil todo […] se nós não acordamos para isso e mudarmos essas leis, colocarmos leis mais duras e inteligentes, dificilmente nós vamos ganhar essa guerra, como nós temos perdido”, concluiu o governador.

Leia Também:  Cão farejador da 5ª CIBM localiza cadáver em decomposição numa área de mata em apenas 25 minutos

Operação Ragnatela

Na última quarta-feira (05), a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso (Ficco) deflagrou a operação Ragnatela contra facções criminosas no Estado. A operação tem o objetivo de desarticular o núcleo da maior facção criminosa do estado de Mato Grosso, responsável por lavagem de dinheiro em casas noturnas cuiabanas.

Aproximadamente 400 policiais cumprem oito mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso e Rio de Janeiro, além do sequestro de imóveis e veículos, bloqueio de contas bancárias, afastamento de servidores de cargos públicos e suspensão de atividades comerciais. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais da Comarca de Cuiabá.

Equipes da FICCO identificaram que criminosos supostamente participavam da gestão de casas noturnas em Cuiabá. Com uso dessa estrutura, o grupo estaria realizando shows de cantores nacionalmente conhecidos, custeados pela facção criminosa em conjunto com um grupo de promoters. O vereador por Cuiabá Paulo Henrique (MDB), está entre os alvos.

Fonte: Rede Noticias 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

Leia Também:  Homem agride e ameaça esposa e acaba preso em Nova Mutum/MT

A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

Leia Também:  "Uso da inteligência e da tecnologia reduziram os índices de criminalidade" afirma Bustamante

Fonte Folhamax

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA