Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Política

Equipe econômica de Bolsonaro lamenta aprovação de PEC e culpa articulação política

Integrantes da equipe econômica do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) lamentaram a aprovação, nesta terça-feira (26) pela Câmara, da Proposta de Emenda à Constituição que limita o poder de gastos do governo.

A proposta, aprovada rapidamente após ser pautada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), trava uma queda de braço com o Palácio do Planalto. O texto vai na contramão do que o ministro da Economia, Paulo Guedes, pretendia fazer com o orçamento da União.

Um alto integrante da pasta classificou a aprovação como “terrível”. Guedes defende uma desindexação e uma desvinculação total do Orçamento, de modo que o Legislativo e o Executivo tenham mais condições de decidir sobre políticas públicas.

A ideia do chefe da pasta econômica é enviar uma PEC tratando do assunto depois da tramitação da reforma da Previdência.

Atualmente, o governo consegue mexer em menos de 10% das despesas primárias (sem contar os gastos com juros). A maior parte das despesas já está comprometida com aposentadorias, salários e repasses para saúde e educação. Do que sobra, o governo ainda tem que contingenciar uma parte no começo do ano para adequar a despesa à receita que entra com a arrecadação.

Leia Também:  Governo de MT realiza o segundo maior leilão de rodovias do Brasil

Dificuldade de contigenciamento

Um técnico do ministério destacou que, na prática, a PEC vai aumentar a vinculação e o valor das emendas impositivas ao tornar obrigatórias também as emendas coletivas – hoje apenas as emendas individuais são obrigatórias. O texto torna o investimento público obrigatório, tirando a margem de manobra do Executivo sobre onde investir.

“Se estivesse valendo hoje, seria muito difícil fazer o contingenciamento que vamos fazer este ano, de quase R$ 30 bilhões”, declarou. A proposta, se aprovada pelo Senado, só valerá para 2020. “Foi ruim do ponto de vista econômico e mandou um sinal político muito forte. A ala política do governo é muito ruim.”

No Ministério da Economia, o diagnóstico é que os técnicos fizeram a sua parte ao elaborar a PEC da reforma da Previdência, mas a ala política não consegue avançar. A proposta chegou à Câmara no dia 20 de fevereiro e até hoje a PEC sequer ainda não tem nem relator.

“Ou o governo melhora radicalmente sua articulação política e aprende a conversar, dialogar, ou teremos mais problemas.”

Leia Também:  AL instala Frente Parlamenta para discutir a BR-163/364

G1

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

Leia Também:  Programa "No 12 Sound" estreia nesta sexta-feira

A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

Leia Também:  Fábio Pimenta explica que o Estado tem capacidade financeira para um novo empréstimo

Fonte Folhamax

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA