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Política

‘Encomenda’ do governo não é extinguir Infraero, diz presidente da empresa

A Primeira mulher a assumir o cargo de presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Martha Seillier afirmou em entrevista ao G1 que a nova administração da estatal não recebeu do governo a missão de extinguir a empresa.

Martha Seillier afirmou que a missão dada foi transferir todos os aeroportos da estatal para a iniciativa privada. Disse ainda que defenderá que, ao final do processo, a Infraero continue existindo com uma estrutura menor, atuando em áreas estratégicas, como qualificação de funcionários de aeroportos.

“Na verdade, a encomenda do novo governo não é extinguir a Infraero. A encomenda é transferir a operação de todos os aeroportos para a iniciativa privada. A Infraero não é só administradora de aeroportos”, afirmou.

Em 13 de dezembro do ano passado, também em entrevista ao G1, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, afirmou ser “possível” extinguir a Infraero após a concessão de todos os aeroportos da empresa.

Além disso, em janeiro deste ano, o secretário de Aviação Civil do Ministério de Infraestrutura, Ronei Glanzmann, disse em um evento em São Paulo que a Infraero será fechada ao final das concessões.

Para a presidente da empresa, há atividades importantes que não são feitas pelas outras administradoras de aeroportos, como o desemborrachamento de pista – limpeza especial que garante o atrito da pista de pouso e decolagem – e a capacitação de funcionários.

“Tem outras atividades importantes que a Infraero faz que não são de administração de aeroportos. A Infraero presta serviço para vários aeroportos do país que ela não opera. Aeroportos privados que não adquiriram equipamentos específicos como o de desemborrachamento de pista. Não faz sentido todos os aeroportos terem o equipamento, que é um equipamento caro. Então eles contratam a Infraero, nós vamos levando nosso equipamento e fazemos o serviço para eles”, disse.

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Continuidade ‘enxuta’

Ao G1, Martha Seillier afirmou que vai defender a continuidade Infraero, mesmo com uma estrutura mais “enxuta” – cerca de 9,3 mil funcionários trabalham na empresa.

No ano passado, o então presidente Michel Temer publicou uma medida provisória para criar a NAV Brasil, responsável por incorporar todos os ativos relacionados a navegação aérea concentrados na Infraero.

“Como a NAV não se chama Infraero, mas é um braço da Infraero que persiste, a gente acha que tem espaço, sim, para alguma continuidade, mas para uma empresa muito mais enxuta”, disse.

Segundo o texto da MP, a NAV Brasil ficará subordinada ao Ministério da Defesa, por meio do Comando da Aeronáutica.

Novo presidente

Martha Seillier ficará no cargo de presidente da Infraero até julho de 2019, quando assumirá o brigadeiro Hélio Paes de Barros.

Depois de deixar a presidência da estatal, ela reassumirá a Direção de Planejamento, Finanças e Relações com Investidores e continuará trabalhando diretamente no programa de concessões da companhia.

Hélio Paes de Barros era diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) quando foi indicado para presidir a estatal e, por isso, deve passar por um período de quarentena antes de assumir o comando da empresa.

Leilões de aeroportos

Ainda na entrevista ao G1, Martha Seillier afirmou que a Infraero tem seis aeroportos que podem servir de “âncora” para os próximos leilões.

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Esses aeroportos, entre os quais Congonhas, Santos Dumont, Manaus e Curitiba, encabeçariam os blocos das próximas duas rodadas de concessão, em 2020 e em 2021.

Em março o governo fará o primeiro leilão de aeroportos por bloco. Licitará 12 terminais, divididos em três blocos: Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

Os blocos são formados por um aeroporto com grande rentabilidade e por terminais menos rentáveis ou até mesmo deficitários.

“Temos pensado com a Secretaria de Aviação Civil fazer mais três blocos em 2020, são mais três ancoras, e mais três blocos em 2021. Teríamos ainda seis ancoras pela frente”, disse.

Segundo a presidente, esses terminais não são os únicos da Infraero que geram lucro, mas são terminais importantes com capacidade de segurar um bloco inteiro e garantir o interesse dos investidores mesmo com aeroportos deficitários no grupo.

Após a concessão de aeroportos agendada para o dia 15 de março, a Infraero ficará com 45 aeroportos.

Investimentos

A Infraero deve cortar os investimentos considerados “perfumaria”, destinados a dar mais conforto para os passageiros que transitam nos aeroportos da empresa.

Segundo Martha Seillier, a prioridade serão obras de segurança ou investimentos para superar entraves que estejam “freando” o desenvolvimento de alguma cidade, como é o caso de Foz do Iguaçu (PR).

O governo local reclamou que o tamanho do aeroporto dificulta o crescimento do turismo na região. Por isso, a estatal aeroportuária vai ampliar o tamanho do terminal de passageiros.

G1

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Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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