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Debate sobre o projeto de taxação mineral deve ser ampliado

Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), afirmou antes da 1ª aprovação do projeto de lei 955/2022, que taxa e controla a atividade de recursos minerais em Mato Grosso, que a proposta precisa ser discutida de forma mais ampla entre os segmentos envolvidos com a exploração mineral.

A Mensagem 179/2022, encaminhada pelo governador Mauro Mendes (União Brasil), foi aprovada e 1ª votação na sessão ordinária de quinta-feira (15). A matéria está em tramitação na Assembleia Legislativa desde o último dia 12 e deverá gerar um impacto positivo à receita do Estado de R$ 158,8 milhões por ano. Segundo Russi, essa proposta “não pode ser votada em afogadilho”. 

“É um setor importante de Mato Grosso que gera renda e emprego em todo o Estado. Há muitas dúvidas e demandas fortes por todos os setores. Não falo, especificamente, da taxa do novo imposto, mas da preocupação com algumas normas e serviços que serão adotados e que já são cobrados pelo Governo Federal”, explicou Russi.

De acordo com Max Russi, a Assembleia Legislativa não pode votar e aprovar uma proposta que não tenha sido “bastante debatida e, principalmente, sem antes ouvir o segmento que será cobrado. Embora a cobrança da taxação seja pequena, a proposta precisa ser melhorada, dando condições de manter um setor importante à economia de Mato Grosso, na geração de emprego e renda”, disse Russi.

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O deputado defende que parte dos recursos arrecadados fique com os municípios e a outra com o Estado. Segundo ele, hoje, muitos municípios que tiveram suas bases econômicas lastreadas pelo garimpo estão com a economia exaurida. Entre eles o deputado citou municípios como “Poconé, Nossa Senhora do Livramento, Alto Paraguai, Poxoréu e Peixoto de Azevedo”.  

Ele lembrou que em 2022, os municípios brasileiros e, principalmente, os mato-grossenses perderam recursos arrecadados do ICMS da energia e dos combustíveis. “A participação dos municípios é importante nessa receita. Não é 100%, mas geralmente os municípios de economias exauridas precisam de mais apoio financeiro do Estado”, disse Russi.

Sobre a cobrança do percentual da taxação ser balizada pela Unidade Padrão Fiscal de Mato Grosso – UPF/MT – R$ 220,89, em dezembro – Russi disse que a taxa local tem que ser de acordo com a média nacional. “Tem que ser um valor para sentir a reação do segmento, porque é algo novo em Mato Grosso. É preciso ter bastante cuidado e ter uma balizada nos valores e no que os deputados vão aprovar”.

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Segundo Russi, parte dos recursos arrecadados deve ser investida em pesquisas voltadas à exploração mineral e, com isso, gerar novas divisas e empregos em todo o Estado. “Por isso, o debate é importante. Se não for votado este ano. Os deputados têm condições de melhorá-lo e discuti-lo com todos os envolvidos na exploração do minério”, explicou o 1º Secretário.  

Questionado sobre a criação de mais um imposto em Mato Grosso, Russi afirmou que a população não aguenta mais um imposto. “Aumentar impostos não é o caminho. Com a redução de ICMS sobre o combustível e a energia elétrica, feita pelo governo federal, houve queda generalizada de arrecadação tanto no estado quanto nos municípios. Isso impactou em novos investimentos. Hoje, alguns prefeitos estão com dificuldades para fechar as despesas de final de ano”, explicou Russi.   

Fonte: ALMT

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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