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CST da Juventude discute propostas apresentadas em conferência estadual

Segundo o presidente a CST, Daniel Vitor Pereira de Abreu, o relatório também será encaminhado ao Poder Executivo, que tem a competência legal para apresentar o projeto de lei formalmente à Assembleia Legislativa

Foto: Ronaldo Mazza

A Câmara Setorial Temática (CST) da Juventude da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou a quinta reunião ordinária na tarde desta quinta-feira (10). Na oportunidade, foi apresentado o relatório final da 4ª Conferência Estadual de Juventude, que servirá como base para elaboração do Plano Estadual de Juventude.

Promovida pelo Conselho de Estado da Juventude (Conjuv-MT), a conferência foi realizada nos dias 16, 17 e 18 de maio de 2022, em Cuiabá, e resultou na apresentação de 80 propostas, divididas em oito eixos temáticos: Direito ao Trabalho e à Cidadania; Direito à Educação; Direito à Saúde Integral; Direito ao Esporte, Cultura e Lazer; Direito à Integração e Reinserção Social; Direito à Sustentabilidade e ao Meio Ambiente; Direito à Diversidade e Igualdade; e Direito à Segurança Pública e Acesso à Justiça.

Segundo o secretário da CST, Wesley da Mata, educação e transporte são duas das principais preocupações relacionadas aos jovens mato-grossenses. 

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“Muitos municípios  de Mato Grosso ainda não têm transporte coletivo e os que têm precisam instalar o que a gente chama de ‘passe livre’, que ajuda os estudantes. Outra preocupação é justamente pra onde os estudantes vão, que é a escola, escola em tempo integral que consiga atender essa juventude”, frisou.

A Câmara Setorial Temática da Juventude foi criada em dezembro de 2021, por sugestão dos deputados Lúdio Cabral (PT) e Wilson Santos (PSD) e tem o objetivo de discutir, avaliar, acompanhar e fomentar políticas públicas para a juventude mato-grossense. 

O relatório final da CST será apresentado no dia 21 de novembro de 2022, durante reunião que marcará o encerramento dos trabalhos. O documento conterá sugestões de políticas públicas voltadas para os jovens em diversas áreas, bem como a minuta de um projeto de lei que prevê a criação de um Plano Estadual de Assistência Estudantil.

Segundo o presidente a CST, Daniel Vitor Pereira de Abreu, o relatório também será encaminhado ao Poder Executivo, que tem a competência legal para apresentar o projeto de lei formalmente à Assembleia Legislativa.

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“No relatório vão constar desde assuntos referentes à Universidade do Estado de Mato Grosso até assuntos sobre a atuação da juventude, sobre espaço, sobre cultura, sobre esporte e onde a juventude pode ter acesso a tudo isso aqui no estado. Os trabalhos realizados pela CST vão ajudar muito na elaboração do tão sonhado Plano Estadual da Juventude”, explicou.

Fonte: ALMT

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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