Política
Botelho se reúne com moradores e garante empenho para conclusão de asfalto no Parque Ohara
Rua Coxiponês, Parque Ohara, Cuiabá
Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT
Com obras paradas há 10 anos, moradores do bairro Parque Ohara, na região do Coxipó, em Cuiabá, recorreram ao deputado Eduardo Botelho (União) para pedir a conclusão do asfalto no bairro. As ruas próximas ao Rio Coxipó ainda não receberam os investimentos. São pelo menos quatro quilômetros que ficaram pendentes no programa Poeira Zero, lançado em 2012 executando apenas uma parte.
Botelho esteve no bairro, nesta quinta-feira (17), conversou com moradores e constatou a situação de muita lama no local. Também verificou que onde foi feita a pavimentação já há necessidade de recuperação devido aos inúmeros buracos. Para isso, o deputado assegurou uma força-tarefa para resolver a situação.
“Vamos ajudar, pois esse asfalto foi lançado ainda no Programa Poeira Zero, na gestão do ex-prefeito de Cuiabá Chico Galindo, que fez 70% de asfalto no bairro, desde que ele saiu não foi feito mais nada aqui. Então, estamos levando essa reivindicação para o governador Mauro Mendes, ao prefeito Emanuel Pinheiro, aos senadores Welington Fagundes e Jayme Campos. Vamos achar uma solução para resolvermos esse problema aqui nesse bairro antigo. Tenho certeza que com todos juntos vamos conseguir resolver. Quando chove é muita lama, na época da seca muita poeira, realmente, é um sofrimento muito grande. Precisamos terminar e asfaltar 100% esse bairro”, garantiu Botelho.
De acordo com Antônio Felisbino dos Santos, presidente do Parque Ohara, a principal reivindicação é de asfalto. “Há 10 anos esperamos por esse trabalho, mas não vemos por parte da gestão municipal que será feito, nunca tem uma data definida para fazer. Os moradores ficaram alegres com o lançamento da obra à época, mas infelizmente não foi concluída, não temos nem o que falar para eles que enfrentam lama no período das chuvas e poeira na seca”, disse o presidente, que também pediu a conclusão da praça no bairro.
O bairro vizinho, o Residencial Coxipó, também precisa de investimentos. Maria Inês Martins Botelho, presidente da Associação dos Moradores do Residencial Coxipó, reclamou ao deputado que lá, o esgoto jorra a ceu aberto, em frente ao miniestádio e escola. “É caso de saúde pública”, disse.
A enfermeira Elenize Souza Araújo é moradora da Rua Coxiponês e há 28 anos sonha em ver asfalto na porta de sua casa. “Infelizmente, a nossa rua foi a que nunca teve prioridade, não tem asfalto e a iluminação é precária. Nessa época de chuva é terrível, pedimos que olhem para o bairro, que está no final do bairro, porém é existente também. É uma necessidade de todos os moradores. Tivemos um começo, chegaram manilhas, fizeram abertura da rua, porém ficou só nisso, as manilhas sumiram, o projeto sumiu e não tivemos nenhuma vantagem com esse projeto Poeira Zero, que parou no meio do caminho. Agora, estamos contando com a colaboração do deputado para que veja a nossa necessidade para que possa nos ajudar”, explicou a moradora.
Logo após a reunião com os moradores, Botelho foi a Prefeitura de Cuiabá para falar sobre a situação. O prefeito Emanuel Pinheiro destacou a região como tradicional e garantiu empenho para solucionar o problema. “O asfalto no Parque Ohara foi feito 60% na gestão do prefeito Galindo, na época do Poeira Zero, ainda na minha gestão quero concluir o asfalto dos outros 40% porque é minha região do Coxipó da Ponte, é tradicional e merece, até porque a malha viária desses 40% está totalmente arrebentada e no período das águas a população sofre muito”, garantiu o prefeito.
Social – Também participou da reunião o tenente-coronel PM Silva Sá, comandante do 9° Batalhão da PM do Coxipó. Ele falou sobre os projetos sociais realizados pela corporação. Um deles, o ‘Vida Melhor’, é voltado às mulheres vítimas de violência doméstica, que ao serem amparadas, são encaminhadas para a realização de cursos profissionalizantes e direcionadas às vagas de emprego.
“A demanda é muito grande, todos os finais de semana acontecem registros. Atualmente, são 36 mulheres nessa situação e já sairão do curso empregadas numa transportadora da nossa região. Sempre é muito interessante termos aporte de pessoas como o deputado Botelho na nossa região. Ele tem feito um trabalho presencial muito grande aqui na região do Coxipó. Esperamos que venha ser parceiro do 9º Batalhão”, disse o comandante.
Política
TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.
O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.
No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.
A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.
Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.
Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.
A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.
Fonte Folhamax
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